
O Governo de Minas recebeu, nesta terça-feira (2), na Cidade Administrativa, em Belo Horizonte, o título da Unesco que reconhece os Modos de Fazer o Queijo Minas Artesanal (QMA) como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade. O documento foi entregue durante reunião entre o governador Romeu Zema e a diretora da Unesco no Brasil, Marlova Jovchelovitch Noleto.
O reconhecimento, anunciado em dezembro de 2024, é o primeiro do Brasil a incluir um produto da cultura alimentar na Lista Representativa do Patrimônio Cultural Imaterial da Unesco. “É o produto que melhor representa a nossa mineiridade e, agora, com este título internacional, vai trazer mais turistas para Minas e abrir novos mercados, beneficiando também os produtores, que são os grandes protagonistas desta conquista”, afirmou Zema.
Com a nova honraria, Minas Gerais chega a seis reconhecimentos da Unesco. O estado já reúne, como patrimônios culturais, Ouro Preto, Congonhas, Diamantina e o Conjunto Moderno da Pampulha, além do Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, reconhecido como patrimônio natural.
Para o secretário de Estado de Cultura e Turismo, Leônidas de Oliveira, o modo de fazer queijo em Minas sintetiza a história do território. “Queijo é símbolo de mineiridade, simboliza a trajetória dos mineiros no seu território de ocupação, e representa sobremaneira a identidade e as culturas dos nossos territórios”, destacou.
Processo de reconhecimento

A entrega do título nesta terça-feira é resultado de um trabalho iniciado em setembro de 2022, quando a candidatura foi lançada durante o 4º Festival do Queijo Artesanal Mineiro. Desde então, o Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult) e do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha-MG), tem promovido o QMA no Brasil e no exterior em parceria com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), o Ministério da Cultura (MinC), associações de produtores e entidades como o Sebrae Minas e a Emater-MG.
Em 4/12/2024, durante a 19ª sessão do Comitê Intergovernamental para a Salvaguarda do Patrimônio Cultural Imaterial, realizada em Assunção, no Paraguai, a Unesco anunciou a decisão de reconhecer os Modos de Fazer o Queijo Minas Artesanal como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade.
“Esse reconhecimento, sem dúvida, coroa um trabalho que é feito desde 2022 dentro do sistema de agricultura do Estado em apoio ao produtor em relação à segurança alimentar, à pesquisa agropecuária e à assistência técnica do campo”, afirmou o secretário de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Thales Fernandes.



