Sargento da Marinha acusado de matar vizinho em Betim foi interditado pela Justiça em 2021

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Imagem ilustrativa

O terceiro-sargento da reserva da Marinha, preso em flagrante suspeito de matar a tiros o vizinho Carlos Alberto dos Santos, de 61 anos, em Betim, foi declarado judicialmente incapaz em 2021. A decisão foi proferida pela 1ª Vara de Família, Sucessões e Ausência da Comarca de Betim após um pedido de interdição apresentado pela própria mãe do militar, em razão de um diagnóstico de esquizofrenia paranoide.

Anos antes, ele já havia sido considerado inimputável pela Justiça após matar um pastor com golpes de espada dentro de um ônibus, no Distrito Federal.

A sentença de interdição foi fundamentada em laudo pericial que concluiu que o militar apresenta um quadro permanente de saúde mental, incluindo síndrome de burnout, psicose não orgânica, transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) e esquizofrenia paranoide.

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O documento judicial também relata que o homem sofreu um surto psicótico, com alucinações e delírios, e registra que, em decorrência desse quadro, ele cometeu um homicídio contra um desconhecido, fato que resultou em uma prisão por cinco anos.

Na decisão, a Justiça determinou que a mãe do militar passasse a representá-lo em questões patrimoniais e financeiras, como movimentação de contas bancárias. Para atos como venda de bens, contratação de empréstimos ou constituição de hipotecas, também seria necessária sua representação.

O estudo social anexado ao processo aponta que a mãe é a principal responsável pelos cuidados com o filho, descrito como uma pessoa “limitada, introvertida e dependente”. O Ministério Público de Minas Gerais manifestou-se favoravelmente ao pedido de interdição.

Crime em condomínio

O homem foi preso em flagrante na terça-feira (14), suspeito de matar a tiros o vizinho Carlos Alberto dos Santos dentro de um condomínio localizado na zona rural de Betim.

De acordo com informações da TV Globo Minas, a família da vítima havia registrado cinco boletins de ocorrência contra o militar em razão de desentendimentos que se arrastavam havia cerca de dois anos. Após o crime, o suspeito alegou ter agido em legítima defesa.

A esposa de Carlos Alberto contou que estava na cozinha quando ouviu cinco disparos. Ao encontrar o marido baleado, ele ainda conseguiu apontar quem seria o autor dos tiros antes de morrer.

A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) informou que Guilherme não possuía registros de passagem pelo sistema prisional de Minas Gerais nem estava custodiado em unidades prisionais do Estado.

A Polícia Civil de Minas Gerais informou que realizou perícia no local, recolheu vestígios e lavrou o Auto de Prisão em Flagrante. O caso segue sob investigação.

Reprodução / G1 MG