Rompimento de barragem causa morte de peixes no rio Paraopeba e afeta aldeia indígena em São Joaquim de Bicas

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Fotos: Divulgação/Funaí

A lama acumulada passou a “represar” a água do rio, que ficou escassa e baixou de nível em determinadas partes do curso. Com isso, peixes começaram a morrer, o que comprometeu a pesca e o acesso à água potável na aldeia Naõ Xohã, localizada em São Joaquim de Bicas.

Segundo a Funai, mais de 80 índios que vivem às margens do rio Paraopeba estão com “pequenas reservas de água” após o desastre na sexta-feira ter gerado um mar de lama e rejeitos de mineração que poluiu o manancial.

No local, a esposa do cacique Haiô, Célia Angoró Pataxó, disse que eles não deixarão suas casas. “Apesar de estarmos temerosos quanto ao desabamento de mais uma barragem, não vamos sair daqui. Precisamos, agora, de água e leite para as crianças”, afirmou.

Prefeitura cobra da Vale atendimento aos indígenas

De acordo com a assessoria de imprensa da Prefeitura de São Joaquim de Bicas, o município chegou a disponibilizar um caminhão de água potável, porém não há local para armazenamento na aldeia. “Estive na aldeia ontem e a situação estava precária, de imediato cobrei dos representantes da Vale, que atendeu inicialmente com cestas básicas e água mineral”, comentou o prefeito de São Joaquim de Bicas, Guto Resende (DEM).

Crime ambiental deixa rastros em toda a região

Mas não foram somente os índios que ficaram prejudicados em São Joaquim de Bicas, pequenos produtores rurais do entorno do rio Paraopeba também já calculam prejuízos.