Rodoanel: Audiências com comunidades afetadas em Betim tem nova data

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Edson Dutra

As reuniões com as comunidades mais afetas pelo projeto do Estado para as obras do Rodoanel, inicialmente marcadas para acontecer no dia 2 de dezembro, foram adiadas e remarcadas para a próxima segunda-feira (6), às 19h. A proposta da prefeitura é apresentar e debater, de maneira presencial e simultânea, junto às comunidades das regionais Alterosas, Petrovale e Imbiruçu, os detalhes da proposta alternativa elaborada pela Prefeitura de Betim, em parceria com dez municípios da Grande BH e do Médio Paraopeba.

As reuniões ocorrerão nos seguintes locais: região Alterosas – Escola Municipal Isaura Coelho (rua Dom Afonso Henrique, nº 280 – Alterosa 1ª Seção); região Petrovale – Centro Esportivo Unificado (rua Marrocos, nº 100); região Imbiruçu – Escola Municipal Professor Kássio Vinícius Castro (rua Eli José da Cunha, 49 – Conjunto Celso Pedrosa).

Dentre os pontos de divergência entre os projetos está o traçado do rodoanel, que, na proposta do Estado, pretende cortar os municípios de Betim e Contagem ao meio, gerando um novo ponto de estrangulamento do trânsito já pesado das BRs 381 e 262. Além disso, o projeto do Governo de Minas corta a Área de Proteção Ambiental (APA) Várzea das Flores, responsável pelo abastecimento de Contagem e de parte de Betim e de Belo Horizonte.

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O secretário municipal de Ordenamento Urbano e Habitação, Marco Túlio Freitas, explica que as reuniões têm como principal objetivo esclarecer e alertar a população sobre os equívocos que o Estado quer impor aos municípios do Médio Paraopeba, em especial a Betim e Contagem, sem o devido conhecimento da população. “Precisamos fazer com que as famílias que serão diretamente afetadas entendam o que está sendo imposto e conheçam todas as consequências do projeto do Estado, que nos impacta muito urbanisticamente, socialmente e ambientalmente”.

 “Na negligente proposta do Estado, essas três regionais serão muito impactadas com obras de demolições, desapropriações de moradias, descaracterização urbanística de bairros, além de graves impactos em áreas de preservação ambiental. Se a obra for feita com o traçado viário proposto pelo Estado, a rotina desses moradores será imensamente alterada, já que a travessia prevê um retorno em 8 km da nova via. Assim, os moradores, que antes podiam buscar unidades de saúde, escolas e creches perto de suas casas, terão esses serviços essenciais distantes de suas residências”, destaca o secretário municipal de Governo, Guilherme Carvalho.