
Devido ao intenso regime de chuvas atual, a represa Vargem das Flores, em Betim, iniciou nesta segunda-feira (22), às 9h45, o processo natural de vertimento de água. Seguindo rigorosamente o protocolo técnico necessário, a Copasa informou imediatamente, à Coordenadoria de Defesa Civil do Município para, caso necessário, sejam tomadas medidas aplicáveis por aquele órgão, mesmo com a segurança e estabilidade que a barragem apresenta.
A companhia informa que o processo de vertimento é considerado normal e seguro. A Copasa ressalta, ainda, que realiza sistematicamente o monitoramento constante da estabilidade da barreira e reitera que o vertimento é um evento previsto em projeto e não causa danos na estrutura da barragem.
O Vertedouro
Segundo a Copasa, o vertedouro da represa possui dimensões tecnicamente adequadas para evitar o transbordamento. A companhia assegura que a represa possui declaração de condições de estabilidade, emitida por empresa especializada.
“O monitoramento do reservatório é feito diariamente, seguindo rigorosamente o seu Manual de Operação. Dentro dos mais rígidos padrões de segurança, a empresa mantém o controle do nível do reservatório, cuja principal função é acumular água, principalmente no período chuvoso, para utilização em períodos de estiagem e assim garantir abastecimento durante todo o ano de grande parte da população da Região Metropolitana de Belo Horizonte”, explica a empresa.
Segurança
De acordo com o Manual de Operação de Vargem das Flores, o atual nível representa situação normal de operação. Por isso, a Companhia ressalta que não há indicativo para apreensão com relação à segurança da represa. O plano de segurança atesta que a barragem de Vargem das Flores é segura e encontra-se no NÍVEL NORMAL de resposta ao risco, isto é, em uma escala que vai de 0 a 3 onde 0 é Normal e 3 Emergência, a barragem está no nível 0.
A Copasa esclarece que a empresa pode realizar ações técnicas por meio de manobras operacionais e bombeamento para controle da vazão afluente do reservatório para a calha do Ribeirão Betim e vem mantendo a máxima produção de água tratada. Não há vertimento descontrolado, uma vez que o processo é natural e programado para tal finalidade. O volume de 100% do reservatório é seguro. Por sua vez, a represa amortece o excedente da vazão de água de chuva que chegaria para o Ribeirão Betim. Sem o amortecimento, a situação seria muito ruim para a população.
Medidas de controle para o vertimento
Para garantir mais segurança à população, a Copasa informa que mantém o volume do reservatório durante todo o ano. Esse volume é planejado e controlado com o propósito de conciliar as demandas de abastecimento da Região Metropolitana de Belo Horizonte com a perspectiva de amortecimento de parte dos volumes precipitados, justamente para contribuir com a minimização dos riscos aos moradores das edificações construídas irregularmente na jusante do barramento, uma vez que a Justiça determinou à autoridade municipal a retirada das famílias no ano passado e, recentemente, no início de fevereiro.
A Companhia mantém, também, no reservatório uma estrutura de bombeamento como medida preventiva para a necessidade de regular o fluxo do vertedouro, o que não ocorreu até o momento.
Além disso, a empresa adotou ainda outros cuidados para controlar o volume armazenado na barragem:
– controle de nível por meio de sistema eletrônico;
– Realização de descargas controladas por bombas e válvulas de descarga;
– Instalação de balsa próximo ao talude.
Plano
A Copasa informou também que já foi apresentado ao município de Betim o Plano de Segurança de Vargem das Flores, a sua Declaração de Estabilidade, bem como o Plano de Ação Emergencial e o Plano de Contingência, nos quais há estratégias, diretrizes e ações a serem adotadas, em cooperação com as autoridades municipais. Todos esses documentos são de amplo conhecimento das autoridades do município de Betim.




