
A Prefeitura de Betim deu início, nesta semana, às obras de infraestrutura da futura Reserva Pública Ecológica (RPE) da Colônia Santa Isabel, no Citrolândia. A iniciativa integra o projeto piloto “Paraopeba Vivo – Mananciais Protegidos” e é financiada com recursos do acordo de reparação da tragédia da Vale em Brumadinho. O objetivo é transformar áreas ribeirinhas vulneráveis em espaços de lazer e proteção ambiental.
A primeira etapa da obra contempla a implantação de uma ciclovia e uma pista de caminhada com 1,5 km de extensão, que irão contornar a área da antiga Rua da Pedreira, integrando-se à vegetação preservada. Após a limpeza e a terraplanagem do terreno, os serviços seguem em ritmo acelerado e devem ser concluídos até esta sexta-feira (27).
Em seguida, será executado o paisagismo da área, com o plantio de espécies nativas adaptadas a terrenos úmidos, como ipê-do-brejo, hibisco e costela-de-adão. A reserva contará ainda com jardins de chuva compostos por seixos rolados, que funcionarão como sistema de drenagem natural da água da chuva, contribuindo para o controle de alagamentos e a recarga do lençol freático.
O parque ecológico também terá equipamentos de uso coletivo, como academia ao ar livre, playground com piso emborrachado, bicicletário, bancos de concreto e um coreto de seis metros de diâmetro, destinado a eventos culturais. A proposta é promover a convivência da população com o meio ambiente de forma sustentável e segura.
A área da intervenção tem 3.318,71 metros quadrados e está localizada às margens do Córrego Bandeirinhas, próxima à confluência com o rio Paraopeba — uma região classificada pela Defesa Civil como de risco permanente de inundações. Para viabilizar o projeto e garantir a segurança dos moradores, a prefeitura removeu famílias que viviam na área, demoliu 27 imóveis e garantiu a inclusão dos afetados no Programa de Auxílio Habitacional do município.
O “Paraopeba Vivo – Mananciais Protegidos” é um projeto inédito da administração municipal, desenvolvido com abordagem multissetorial. A iniciativa busca recuperar áreas degradadas, prevenir novas ocupações irregulares e implementar soluções sustentáveis em territórios de risco, tornando-se referência para futuras ações em outras regiões vulneráveis da cidade.




