
O Ministério Público de Minas Gerais, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e da 11ª Promotoria de Justiça da de Belo Horizonte, deflagrou na manhã desta quarta-feira, 15 de março, em conjunto com a Polícia Militar de Minas Gerais, Batalhão de Polícia de Choque, Batalhão ROTAM, Companhia de Policiamento com Cães e Diretoria de Inteligência da PMMG e com a Polícia Penal de Minas Gerais, a operação O ILUSIONISTA, com o propósito de dar cumprimento a onze mandados de busca e apreensão e seis mandados de prisão preventiva expedidos pelo Juízo da Vara de Inquéritos de Belo Horizonte, deferindo requerimento ministerial.
As investigações apontaram a existência de organização criminosa voltada para a prática de diversos crimes de estelionato e lavagem de dinheiro. O grupo criminoso atuava, em sua maioria, contra policiais militares e militares das Forças Armadas da reserva e pensionistas, geralmente pessoas idosas ou portadoras de doenças graves, ludibriando as vítimas com falsas alegações de que teriam direito a vantagens em dinheiro em virtude de ações judiciais exitosas contra entidades de previdência privada ou de seguros de vida.
Com uma história bem arquitetada e com a estrutura disponibilizada pela organização, os criminosos conseguiam convencer as vítimas a depositar grandes valores em dinheiro referentes a falsos honorários ou custas processuais em contas bancárias informadas pelo grupo, sob a alegação de que deveriam efetuar tais pagamentos para obter a liberação do dinheiro. Os criminosos utilizavam, ainda, nomes de autoridades do alto comando da Polícia Militar para conferir mais credibilidade aos argumentos ardilosos do grupo.
Até o momento, foram identificadas mais de 30 vítimas do golpe, com prejuízo já apurado de cerca de R$ 700 mil, sendo que uma das vítimas perdeu mais de R$ 200 mil para os criminosos.
Os mandados de busca e apreensão foram cumpridos simultaneamente nas cidades mineiras de Belo Horizonte, Contagem, Betim, Ibirité, Mateus Leme e São Francisco.
Participaram da operação dois promotores de Justiça de Minas Gerais, dois servidores do Ministério Público, 63 Policiais Militares de Minas Gerais e dous policiais penais.
Na definição do Grande Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa, ilusionismo “é arte de criar ilusão por meio de artifícios e truques”. O nome da operação é uma referência às estratégias ardilosas utilizadas pelos criminosos para inculcarem nas vítimas a ilusão de que teriam grandes quantias a receber em ações judiciais que, na verdade, nunca existiram.




