Mortandade de peixes no Rio Paraopeba entre Betim e Esmeraldas é investigada por órgãos ambientais

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Reprodução / Instagram

Pescadores e moradores ribeirinhos relataram, no sábado (6), a morte de peixes no Rio Paraopeba, no trecho entre Betim e Esmeraldas. A causa do episódio ainda é apurada por órgãos ambientais.

O presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Paraopeba, Heleno Maia, informou que os primeiros animais foram vistos agonizando nas margens pela manhã de sábado. Em vídeo, ele orientou a população a não consumir pescado da região até a conclusão das análises, por risco à saúde.

“Alerto a todos a não consumirem esses peixes pois ainda não sabemos que substancia química foi despejada ao longo do rio para causa a mortandade, o consumo desses peixes pode trazer sérios problemas de saúde”.

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A principal linha de investigação é o despejo de algum contaminante entre a madrugada de sexta (5) e a manhã de sábado. Desde então, o cenário se agravou, com aumento do número de peixes mortos — entre eles espécies ameaçadas de extinção, como o pacamã.

Equipes do comitê recolhem amostras de água, sedimentos e carcaças para exames laboratoriais. O material foi encaminhado a laboratórios especializados e deve apontar a origem da contaminação, etapa que embasará a responsabilização dos envolvidos.

A área mais afetada vai da foz do Rio Betim até a região de Juatuba, segundo o comitê.

Em nota, a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) informou que o Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam) realiza coletas emergenciais no local. Também atuam na investigação equipes da Semad, do Instituto Estadual de Florestas (IEF) e da Polícia Militar de Meio Ambiente.