Moradores do Residencial Fhemig, em São Joaquim de Bicas, denunciam falta d’água

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Fornecimento  na região ficou comprometido após o rompimento da barragem em Brumadinho, lama de rejeitos contaminou parte  bacia do Rio Paraopeba

Foto: Arquivo/Portal Agita – Por: Regianne Rodrigues

Em meio à pandemia, os moradores do condomínio Residencial Fhemig, que fica em São Joaquim de Bicas, estão vivendo momentos nada agradáveis com o fornecimento de água potável da região. Desde o rompimento da barragem Mina Córrego do Feijão, em Brumadinho, o abastecimento da água na cidade ficou comprometido, após parte da bacia do Rio Paraopeba – principal fonte de água dos moradores, ter sido contaminada pela lama tóxica de rejeitos.

Para não prejudicar a população, a Mineradora Vale passou a ser a principal responsável pelo abastecimento na região, e desde então, os moradores do Residencial Fhemig vêm sendo dependentes do fornecimento de água, tanto mineral para beber e preparar alimentos, quanto água destinada à criação de animais, irrigação de plantações e demais usos domésticos.

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Mas o que os moradores denunciam, é que nos últimos meses, a quantidade de água potável não tem sido suficiente para as famílias, e com isso, eles acabam tendo que utilizar as águas dos reservatórios instalados pela mineradora que são impróprias para consumo humano. Além disso, o problema afeta as famílias que vivem da agricultura e da criação de animais, já que, até o abastecimento dos reservatórios tem ocorrido de forma irregular, o que tem causado a morte de muitos animais.

Como medida reparatória, a mineradora ainda vem realizando uma obra de captação no Rio Paraopeba, num trecho não afetado pela lama. O trabalho é acompanhamento de perto pela Copasa, no entanto não há previsão de conclusão, o que deixa os moradores ainda mais aflitos.

Resposta

A Vale esclareceu que o abastecimento de água potável no Residencial Fhemig, em São Joaquim de Bicas, está dentro da normalidade e ocorre todos os dias, de forma regular. De acordo com a mineradora, foram entregues, entre os meses de julho e agosto, mais de 7 milhões de litros de água potável, com uma média diária superior a 120 mil litros por dia.

Ainda segundo a Vale, além da distribuição de água potável, a empresa instalou na comunidade caixas d’agua e tubulações para garantir o armazenamento e transporte da água. O objetivo é assistir a população que não possui água encanada e que captava diretamente no Rio Paraopeba, conforme critérios definidos pelo Igam (Instituto Mineiro de Gestão de Água).

A Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) informou que o abastecimento de água da Região Metropolitana está normalizado e que os níveis dos reservatórios do Sistema Paraopeba estão com aproximadamente 87% da capacidade.