Moradores da Colônia Santa Isabel, em Betim, protestam por causa de lama que atingiu a região e cobram posição de mineradora

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Divulgação / PMB

Moradores da Colônia Santa Isabel, em Betim, fizeram uma manifestação em defesa do Rio Paraopeba, que foi contaminado pelos rejeitos da Vale, no rompimento da barragem de Brumadinho, em 2019. O ato aconteceu na manhã desta quinta-feira (27) e contou com a adesão do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), do Centro Franciscano de Defesa dos Direitos (CEFAD), do Movimento de Reintegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase (Morhan Betim), além de associações comunitárias.

Segundo moradores, a tragédia prejudicou o abastecimento e a qualidade da água na região.

Lama

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Suspeita é de que material seja do rompimento da barragem da Vale em Brumadinho

Em razão das fortes chuvas que atingiram a região e o transbordamento do Paraopeba, a lama – que pode conter rejeitos de minério – invadiu residências e provocou diversos transtornos à população da região.

Posicionamento da Vale

Por meio de nota, a empresa informou está conduzindo uma avaliação técnica de eventuais efeitos causados pelos alagamentos ocorridos neste último período e se estes possuem alguma relação com os impactos do rompimento da Barragem BI em 2019. Após o término dessas avaliações, e caso sejam identificados eventuais impactos ou riscos associados ao rompimento da barragem BI, estes serão endereçados.

“É importante destacar que já está em andamento, desde o último dia 8 de janeiro, um amplo apoio ao poder público e Defesas Civis, fornecimento de recursos e equipamentos para prestar apoio às comunidades afetadas”, ressalta a nota.

A mineradora também informou que, entre Brumadinho e Pompéu, na bacia do rio Paraopeba, foram entregues mais de 481 mil litros de água pela Vale, 32,4 mil litros na comunidade de Citrolândia, em Betim, produtos de limpeza, higiene pessoal e EPI´s, disponibilizando equipamentos e mão de obra para a limpeza de áreas públicas e particulares afetadas, além da remoção de materiais como entulhos trazidos pelas enchentes e depositados em áreas alagadas, com destinação realizada conforme orientação do poder público local, tais como aterros sanitários municipais.

“É igualmente importante destacar que o rejeito de minério de ferro é formado em sua maioria por minerais ferrosos e quartzo, sendo classificado como não perigoso e consequentemente não tóxico, conforme NBR 10.004, da Associação Brasileira de Normas Técnicas”, finaliza.