Ministério da Saúde reafirma que paracetamol não causa autismo

0
848
Imagem ilustrativa

O Ministério da Saúde emitiu uma nota oficial nesta terça-feira (23) para reforçar que o paracetamol, um fármaco de propriedades analgésica e antipirética, é seguro, eficaz e não está relacionado à ocorrência de autismo. A manifestação ocorre um dia depois de o presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, ter feito essa correlação, sem apresentar provas, em uma declaração à imprensa.

A desinformação disseminada por Trump também foi negada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e por agências de saúde da União Europeia e do Reino Unido.

“A saúde não pode ser alvo de atos irresponsáveis. A atuação de lideranças políticas na criação de informações deturpadas pode gerar consequências desastrosas para a saúde pública, como vimos na pandemia de Covid-19, com mais de 700 mil vidas perdidas no Brasil”, afirmou o Ministério da Saúde, em nota.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A pasta alertou que o anúncio de que o autismo seria causado pelo uso de paracetamol na gestação pode gerar pânico e prejuízos à saúde de mães e filhos, inclusive com a recusa de tratamento em casos de febre e dor, além de representar desrespeito às pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e suas famílias.

De acordo com o Ministério da Saúde, o TEA é um distúrbio do neurodesenvolvimento caracterizado por desenvolvimento atípico, manifestações comportamentais, déficits na comunicação e na interação social, padrões de comportamentos repetitivos e estereotipados, podendo apresentar um repertório restrito de interesses e atividades.

Na nota, o governo federal destacou ainda que busca reverter os prejuízos causados pelo negacionismo no Brasil, que impactaram na adesão da população às vacinas em um país que já foi referência mundial neste tema.