
Em entrevista coletiva concedida à imprensa na tarde desta quarta-feira (24), a equipe médica do Hospital Público Regional de Betim, confirmou que o garoto Gabriel Lucas Alves do Nascimento, vítima de uma linha chilena no último final de semana, na Avenida José Inácio Filho, teve uma das pernas amputadas.
Ainda de acordo com a equipe médica, o menino teve a perna esquerda amputada do joelho para baixo.
“Devido à gravidade do caso, à piora clínica apresentada e à impossibilidade de recuperação funcional do membro, a equipe cirúrgica optou pela amputação transfemoral, procedimento realizado no final desta manhã, sem novas intercorrências”, ressaltou o cirurgião cardiovascular, Dr. Fernando de Assis Figueiredo Júnior.
Ainda segundo a direção do hospital, o paciente continua estável após a cirurgia de amputação e encontra-se internado no CTI.
Solidariedade
O caso do adolescente comoveu os betinenses, que fizeram redes de oração e solidariedade para ajudar o jovem e a família dele. O caso também repercutiu entre jogadores de futebol, que chegaram a gravar mensagens de apoio para o menino.
Risco à vida
A linha chilena é vinte vezes mais cortante que um bisturi. Ela é tão potente, pois recebe camadas de óxido de alumínio. Assim como o cerol, a linha chilena foi proibida há 17 anos em Minas Gerais. Lei de julho de 2002 prevê multa de até R$ 1.500 para quem portar o material. Além disso, segundo a Polícia Civil, o Código Penal qualifica o uso como crime passível de prisão.
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