Guto Resende planeja investimentos de R$ 85 milhões na educação de São Joaquim de Bicas, e anuncia novas obras; confira a entrevista!

0
1272
Foto: Adeilson Andrade / Por: Regianne Rodrigues

O Município de São Joaquim de Bicas comemorou, nesta quarta-feira (21), 27 anos de emancipação política e administrativa. E para falar como anda a gestão pública municipal, o prefeito Guto Resende (União Brasil), conversou com a equipe do Portal Agita, no qual falou sobre os desafios, as prioridades e metas do governo para os próximos dois anos de mandato. O chefe do executivo expôs que o trabalho em prol da cidade é contínuo, e qualificou como positivo o resultado obtido durante os seis anos no comando.

Guto destacou que ao longo desse tempo de gestão, quase 30 bairros da cidade foram contemplados com as obras de pavimentação asfáltica e drenagem, e ainda afirmou que um terço da população sanjoaquimbense, ou seja, mais de duas mil pessoas, que esperavam há mais de 40 anos, passaram a receber mais conforto, dignidade e qualidade de vida, com a chegada da água encanada e tratada.

O prefeito lembrou que são muitas obras em andamento na cidade, entre elas, a reforma da Policlínica, que já está na fase final dos trabalhos, a revitalização do Conselho Tutelar, as obras de contenção de encostas em vários pontos.  “Hoje temos muito orgulho da nossa cidade ter mais de 80% do parque de iluminação com lâmpadas em LED”, ressaltou.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Guto esclareceu que vem administrando de acordo com as demandas que vão surgindo na cidade, e que o trabalho segue incansavelmente em prol de trazer mais conforto e qualidade para a população. Segundo ele, quando assumiu a administração, os cofres públicos estavam com uma dívida de R$23 milhões, contudo, depois de dois anos de muitos esforços, foi possível zerar a dívida herdada, e hoje São Joaquim de Bicas é uma cidade que não possui débitos.

O gestor também afirmou que nos próximos dois anos de governo, vai priorizar o asfalto na região do Açoita Cavalos, composta por mais de sete bairros, bem como investir numa educação com mais qualidade. “Por meio do projeto “Mãos Dadas”, uma parceria com o governo do Estado, pretendemos construir 10 escolas no município e regionalizar a educação. São R$85 milhões conveniados com o estado, e com a chegada desse recurso, vamos criar a educação integral em escolas regionalizadas, ou seja, construí-las em pontos estratégicos da cidade, a fim de reduzir o deslocamento dos alunos de bairro ao centro, explicou. Iniciativa que permite mais conforto para as famílias, além de economia para os cofres públicos.

A expectativa do chefe do executivo agora, é continuar trabalhando pelo povo de São Joaquim de Bicas, e finalizar o mandato com chave de ouro, com a certeza de ter sido um prefeito que não mediu esforços em fazer o melhor para o município. “Sou nascido e criado aqui, e quero deixar um legado para meus filhos, para que no futuro, eles saibam que fui um prefeito que contribuiu fortemente para o desenvolvimento da cidade”, concluiu.

Confira a entrevista:

Adeilson Andrade

Nesses dois anos de mandato, quais áreas foram priorizadas?

“No primeiro ano deste mandato -(2021), nós priorizamos totalmente a saúde, em virtude da chegada da Covid-19. Nós investimos mais de 35% do orçamento no auge da pandemia, montamos um ponto de atendimento de campana, aumentamos vagas, compramos equipamentos, respiradores e nos tornamos referência no combate ao coronavírus.   Ficamos orgulhosos em ser a primeira cidade da região metropolitana a chegar ao marco de vacinação na faixa etária dos 18 anos. Já nesse ano, priorizamos os impactos causados pela chuva. Tivemos cerca de 600 casas condenadas pela Defesa Civil, e mais de duas mil pessoas desalojadas. Tivemos que fazer uma reestruturação da Defesa Civil, onde foi possível pontuar as causas dos problemas. Em seguida, demos início às obras emergenciais, que ainda estão sendo executadas. Uma das grandes obras que podemos destacar, é na avenida Jorge Sachs, onde interliga o Distrito industrial da cidade. Refizemos a avenida, realizamos os trabalhos de drenagem e o problema foi sanado, preservando as residências na região”.  

No âmbito da educação, como foi gerenciado o ensino com a suspensão das aulas presenciais durante a pandemia da Covid-19? Houve déficit no ensino?

“Nós trabalhamos muito de forma remota. Enviamos cadernos e apostilas de ensino para reforçar o ensino. Infelizmente muitos alunos ficaram prejudicados, mas a Secretaria Municipal de Educação apresentou um projeto de ensino, que trabalha com os alunos, de forma que eles se atualizem no aprendizado. Já estamos trabalhando nisso. Há investimentos na coordenação pedagógica, nos professores, na secretaria de educação, para que eles tenham um aprendizado melhor. Criamos também o Projeto Rota do Sol, que trabalha com estudantes em período integral com o objetivo de recuperar a defasagem no aprendizado em decorrência do ensino remoto. Já estamos superando. Além disso, fizemos uma ação social muito forte, com a distribuição de mais de 12 mil cestas básicas ao longo da pandemia.

Qual é o principal problema que a cidade enfrenta hoje e como pretende solucioná-lo?

“O problema sempre é levar infraestrutura. Isso tem sido um grande gargalo, pois sabemos que vários bairros ainda precisam de melhorias. Mas nós estamos lutando muito para poder levar mais qualidade de vida aos moradores da cidade”.

São Joaquim de Bicas, é um dos municípios beneficiados pelo acordo de reparação socioambiental firmado entre a mineradora Vale e o Governo de Minas, (rompimento da barragem) com direito a receber até R$153 milhões em obras.  Como está o andamento deste acordo?

“A proposta continua a mesma, que é, que a Vale execute as obras. Mas há uma discussão interna, que vem ganhando forças, para mudar isso, que não mande o dinheiro, mas pelo menos que libere os municípios a licitarem, e a mineradora apenas pague. É uma forma de agilizar que esse acordo seja cumprido. Estamos lutando para que isso saia do papel o quanto antes. Hoje o governo tem se mostrado favorável aos municípios, então temos que aguardar.

Existe algum projeto que prevê investimentos para a geração de empregos ou qualificação de profissionais?

Estamos fazendo dois investimentos. O primeiro é que nosso banco de emprego está em constante diálogo com as empresas do município buscando por vagas que se encaixam no perfil dos candidatos com currículos cadastrados. E o segundo, o foco é na educação/ formação com o intuito de qualificar os profissionais. Recentemente promovemos a formatura de cerca de cem pessoas nos cursos técnico de microempreendedor e energia fotovoltaica. Além disso, temos o programa “Meu Futuro”, que oferece 80 cursos gratuitos aos alunos do ensino médio, além de mais de 500 vagas em cursos técnicos. Não só ofertamos vagas, como também estamos qualificando os profissionais. 

Como tem sido a mobilidade urbana na cidade?

Uma pesquisa que fizemos com a população sobre o transporte municipal, mostra que 86% da população aprovam como bom ou ótimo, o transporte do Expressinho. Começamos com cinco rotas, e fomos aprimorando conforme a demanda. Hoje são seis rotas, o que representa 95% do município atendido com o sistema, 100% com recursos próprios da prefeitura. Os outros 5% recebem o atendimento das linhas intermunicipais. Readequamos o quadro de horários das linhas, e o serviço tem sido bem eficiente na cidade. Nós já atingimos a marca de 62 mil passageiros transportados no mês, ou seja, a população está circulando. Estamos garantindo a mobilidade do povo de São Joaquim de Bicas, e ao mesmo tempo movimentando a economia pública. É, sem dúvida, um dos melhores projetos adequados aqui no município”.

Quais são os investimentos na área social?

“Na área social nós temos o cartão social, que beneficia a população em situação de vulnerabilidade. Temos a Unidade de Acolhimento (UA) que funciona como um abrigo temporário e transitório para crianças e adolescentes, recolhidos através de medidas protetivas por alguma determinação judicial. Destacamos também o aluguel social, para famílias que ainda não se recuperaram dos danos causados pela chuva”.  

Quais as obras que estão em andamento?

  • Serviço Móvel de Atendimento de Urgência (SAMU) (entregue em setembro);
  • Núcleo de Estudo Pedagógico Integrado para Atendimento de Alunos; com Deficiência (NEPI);
  •  Reforma do Conselho Tutelar;
  •  Reforma da Policlínica Municipal;
  • Obras de contenção em encostas, além de outras.

 

Quais as principais metas que a Prefeitura pretende alcançar nos próximos anos?

“Vamos continuar com os trabalhos e o planejamento, focar no projeto de construção das dez escolas, colocar os projetos da Vale e da prefeitura em execução, dar início à pavimentação asfáltica na região do Açoita Cavalo, fortalecer a nossa saúde, e criar mais infraestrutura para a população no setor de obras. Equalizando todos esses projetos, com certeza, nós teremos uma cidade melhor para se viver”.