
O Governo de Minas Gerais tomou uma medida preventiva emergencial nesta sexta-feira (16), após a confirmação de um foco de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) em uma granja comercial de Montenegro, no Rio Grande do Sul. A detecção do vírus foi confirmada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) nesta quinta-feira (15).
Como parte das ações de contenção e erradicação da doença, 450 toneladas de ovos férteis e outros materiais envolvidos serão descartados no Centro-Oeste de Minas, no sábado (17). Essa ação integra o Plano de Contingência da Influenza Aviária de Alta Patogenicidade, um acordo entre União, Estados e o setor produtivo, assinado em 2022, para o controle e erradicação da doença após o primeiro surto registrado na América do Sul.
Vale ressaltar que a gripe aviária, embora letal para as aves, não apresenta risco à saúde humana, pois não é transmissível através do consumo de carne ou ovos.
O Governo de Minas, a Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) e o Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) estão mobilizados para impedir a propagação da doença no estado, com esforços contínuos de prevenção, rastreamento e controle sanitário. Além disso, o IMA realiza ações de vigilância epidemiológica em granjas comerciais, propriedades de risco e criatórios de subsistência, visando o controle de outras doenças avícolas como Newcastle, salmonelose e micoplasmose.
Em 2024, mais de 8 mil ações de educação sanitária foram realizadas em estabelecimentos com aves em Minas Gerais, como parte das políticas de prevenção. O Estado também integra o Plano Nacional de Vigilância em parceria com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.
Minas Gerais ocupa atualmente a segunda posição nacional na produção de ovos e a quinta maior na produção de galináceos, sendo essencial garantir a manutenção da produção com segurança sanitária. O Governo de Minas, a Seapa e o IMA reafirmam seu compromisso com a transparência das informações e continuarão a divulgar novos dados conforme necessário.
*Com informações de Agência Minas



