
A Fundação Getulio Vargas (FGV) informou que realizará uma nova tentativa de pagamento da primeira parcela do Novo Auxílio Emergencial na próxima terça-feira (23) para os beneficiários que ainda não receberam o valor referente ao mês de dezembro.
O pagamento inicial foi efetuado na última quarta-feira (17), conforme o cronograma divulgado, destinado aos atingidos pelo rompimento da barragem de Brumadinho. No entanto, desde então, diversos beneficiários relataram que o crédito não foi realizado.
Em nota publicada em seu site oficial na quinta-feira (18), a FGV informou que estava adotando providências para solucionar o problema. Segundo o comunicado, a instituição aguardava o retorno da Caixa Econômica Federal quanto ao processamento do pagamento efetuado em 17 de dezembro e que adotaria as medidas necessárias para regularizar a situação das pessoas que, eventualmente, não tivessem recebido, procedimento padrão adotado em todos os pagamentos realizados no Programa de Transferência de Renda (PTR).
Até a noite desta sexta-feira (19), beneficiários continuavam relatando a ausência do crédito. Em novo comunicado, publicado nesta sexta, a FGV confirmou que haverá uma nova tentativa de pagamento.
“A Fundação Getulio Vargas (FGV), na condição de entidade responsável pelo pagamento do Novo Auxílio Emergencial, por determinação do Juízo da 2ª Vara dos Feitos da Fazenda Pública Municipal de Belo Horizonte, informa que no dia 23/12 (terça-feira) será realizada nova tentativa de pagamento da 1ª parcela do Novo Auxílio Emergencial, referente ao mês de dezembro, às pessoas que não receberam o valor na data de 17/12”, informou a instituição.
A reportagem encaminhou questionamentos à assessoria de imprensa da FGV para esclarecer qual problema está dificultando os pagamentos e quais medidas estão sendo adotadas para solucioná-lo. Até o momento, não houve retorno.
Enquanto aguardam uma definição, beneficiários relatam dificuldades financeiras, já que muitos contavam com o recurso para despesas como a compra de itens da ceia de Natal ou o pagamento de contas.
Outra reclamação recorrente é a dificuldade de atendimento. Beneficiários afirmam que o call center da FGV não está mais atendendo e que os postos de atendimento presencial tiveram os serviços encerrados.



