
O Centro de Memória da Hanseníase Luiz Veganin recebe, na terça-feira (18), às 19h, a exposição das maquetes produzidas por alunos da Escola Municipal Frei Edgard Groot no projeto Meu Bairro Tem História. A mostra, aberta ao público, encerra as atividades desenvolvidas ao longo do ano letivo com apoio da Secretaria Municipal de Cultura.
Ao longo do projeto, estudantes do 3º ano foram estimulados a observar o patrimônio histórico de Betim e registrar o que encontraram em desenhos, textos e anotações. O trabalho resultou em maquetes que representam elementos do conjunto arquitetônico da Colônia Santa Isabel e reforçam a importância da preservação da memória local.
A iniciativa buscou valorizar a história da comunidade, promover a educação patrimonial e fortalecer a relação dos alunos com o território onde vivem. Entre as atividades realizadas estiveram a exibição de um vídeo sobre a história da colônia, uma roda de conversa com a representante do Morhan, Inhana Olga, a apresentação de registros fotográficos de bens materiais da região e debates sobre patrimônio material e imaterial. O percurso incluiu ainda uma visita guiada aos principais marcos históricos da Colônia Santa Isabel.
Para o superintendente de Patrimônio Cultural, André Bueno, o projeto evidencia a integração entre escola, cultura e comunidade ao envolver os estudantes na pesquisa e na produção de conteúdos sobre a própria cidade.
Colônia Santa Isabel

Fundada em 1931 como área de isolamento para pessoas afetadas pela hanseníase, a Colônia Santa Isabel acompanhou mudanças importantes na política de saúde do país. O isolamento compulsório foi encerrado no início da década de 1980, quando o local passou a atuar como centro de referência e, com o tempo, tornou-se um dos bairros mais singulares de Betim por seu traçado urbano e pelos casarões preservados.
O conjunto é reconhecido como patrimônio histórico do município e conta com bens tombados, entre eles o Portal da Colônia Santa Isabel (1998), o conjunto urbano da colônia (2000), o Cine Teatro Glória (2015) e o Reinado de Nossa Senhora do Rosário da Colônia Santa Isabel (2020), este último como patrimônio imaterial. Esses elementos ajudam a contar a história da região e reforçam sua relevância cultural.



