
A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) prendeu preventivamente dois homens, de 19 e 41 anos, pelos crimes de estupro de vulnerável, furto qualificado e corrupção de menor, cometidos contra uma jovem, de 22 anos, em Betim.
Os fatos ocorreram entre a noite do dia 19 e a manhã do dia 20 de junho deste ano. Na oportunidade, a vítima teria acordado em uma casa abandonada, sem o seu celular e com dores e sangramento na região genital.
Conforme relatos da jovem, ela teria ido a um bar com uma conhecida, onde conheceu outras mulheres e homens, que forneceram bebidas alcoólicas a ela. No entanto, depois que ingeriu as bebidas, ficou totalmente embriagada, recordando de poucos acontecimentos.
Investigação
Durante as investigações, coordenadas pela equipe da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher em Betim, foi constado o estupro, por meio do laudo de violência sexual do Instituto Médico Legal Dr. André Roquette (Imlar).
Em análise das imagens de câmeras de estabelecimento próximo ao local e do cadastro do celular subtraído da jovem, foi possível ainda identificar as pessoas que estavam com a vítima no bar e o veículo utilizado para levá-la à casa, local do estupro.
O suspeito de 41 anos, que já tinha três condenações por homicídios, foi reconhecido como o homem que teria estrangulado a vítima durante o ato sexual, sem que ela tivesse condições de oferecer qualquer resistência, por seu estado de embriaguez e momentos de desmaios.
O outro investigado, de 19 anos, que tinha passagem por roubo majorado, também teria participado do estupro, além de ter furtado o celular da jovem em conluio com uma adolescente de 16 anos, que também estava no bar. Esse investigado foi apontado por testemunhas como responsável por drogar várias mulheres, com o fim de obter vantagens sexuais. Além disso, o rapaz estava na casa abandonada durante a madrugada e a manhã do crime, pouco antes da vítima acordar.
Depois que ficou sabendo da apuração, o investigado de 19 anos teria ameaçado testemunhas de morte, inclusive a adolescente de 16 anos, caso ela não assumisse o furto do celular.
Os suspeitos, presos nos dias 8 de agosto e 9 de setembro deste ano, negaram os crimes. O inquérito policial foi encaminhado ao Ministério Público, que já ofereceu denúncia.




