Com queda nos estoques de sangue devido à Covid-19, Hemominas Betim precisa de doadores

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Stefany Batista e a mãe Sonia Machado doaram pela primeira vez. Foto: Arquivo pessoal

Nos últimos meses, o Hemominas vem enfrentando uma queda nos estoques de sangue devido a diversos fatores, como as fortes chuvas e feriados prolongados. Agora, com a pandemia do coronavírus – Covid-19 – o quadro se agravou.

A queda no comparecimento dos doadores têm se refletido nos estoques de sangue de todos os tipos sanguíneos, em especial os tipos “O” positivo e “O” negativo, que estão com um maior percentual de queda.

Doação pode ser feita de maneira segura

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O Hemominas ressalta que todas as unidades são ambientes seguros, e estar saudável é uma condição básica para ser um doador. Em tempos de pandemia do coronavírus – Covid, a instituição está atenta e segue as orientações do Ministério da Saúde.

Entre as medidas de higienização e prevenção, destacam-se a obrigatoriedade do uso do álcool gel / líquido70% nas mãos (qualquer doador ou pessoa que entrar nas unidades); só serão aceitas caravanas de doadores de, no máximo, 10 pessoas; as salas de espera das unidades, como as de coleta do sangue, foram reorganizadas de forma a garantir um distanciamento mínimo de 1 metro entre os doadores.

A fim de organizar o fluxo de doadores, evitando aglomerações para que as doações de sangue ocorram da forma mais segura possível, nesse período, o atendimento será apenas mediante agendamento via online (www.hemominas.mg.gov.br) ou pelo MGapp. Nesse sentido, outra orientação é que, nesse momento, os doadores evitem levar acompanhantes, em obediência às regras de restrição de circulação de pessoas.

Sensibilizadas com a falta de estoque de sangue, a modelo Stefany Batista e a mãe Sonia Machado estiveram na unidade do Hemominas em Betim, na última quarta-feira (1°). “Essa foi a primeira vez que doamos, mas  a partir de agora pretendemos doar com uma frequência maior”, ressalta Stefany.

A Unidade de Coleta de Betim está funcionando de segunda a sexta-feira, das 7h às 11h30.

Mais informações podem ser obtidas pelo telefone 3512-1058.

Saiba mais sobre a doação:

Quem pode doar?

Devido às medidas de prevenção ao coronavírus, os critérios de doação de sangue foram atualizados. Os candidatos que viajaram para países com casos confirmados de Covid-19, por exemplo, ou que tiveram contato com pessoas que tenham diagnóstico da doença ficam inaptos de doar por 30 dias. O doador que foi afetado com o vírus fica inapto por 90 dias.

Além das novas recomendações do Ministério da Saúde para os doadores de sangue, podem doar as pessoas entre 16 e 69 anos, com peso acima de 50 kg, que estão em boas condições gerais de saúde e mantêm um estilo de vida saudável. No dia da doação é necessário levar um documento oficial de identificação, com foto.

Quem não pode doar?

Se o voluntário estiver com qualquer sintoma de gripe ou resfriado como tosse, febre, coriza e dor de garganta, ele não poderá doar. Nesse caso, deve-se aguardar 30 dias após o término dos sintomas para candidatar-se à doação de sangue. Há outras situações que impedem a doação de sangue definitiva ou temporariamente, que devem ser verificadas no momento da doação. Algumas delas são o peso, doenças, uso de determinados medicamentos, gravidez, uso de drogas injetáveis, situações de risco acrescido para doenças infecciosas e sexualmente transmissíveis, ingestão de bebidas alcoólicas, dentre outras.

O que é feito com o sangue doado?

Após a coleta, a bolsa de sangue é fracionada em componentes sanguíneos (concentrado de hemácias, de plaquetas e plasma). Esses componentes são liberados para uso somente após o resultado dos exames sorológicos. Uma única unidade doada pode beneficiar três pacientes.

É possível doar quantas vezes?

Para homens, o intervalo mínimo entre as doações é de 60 dias (com até quatro doações no período de 12 meses). Para mulheres, o intervalo mínimo é de 90 dias (com até três no período de 12 meses).