
O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG) denunciou, em vídeo publicado em suas redes sociais, a mortandade de peixes registrada no Rio Paraopeba, no trecho entre Betim e Esmeraldas. Nas imagens, ele aparece na Fazenda da Ponte, em Esmeraldas, mostrando um dos pontos mais atingidos pela morte dos animais.
O parlamentar afirmou que pedirá ao irmão, o deputado estadual Gleidson Azevedo, que solicite uma audiência pública na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) para debater a situação.
“Isso é um crime ambiental e a gente precisa saber a origem dessa contaminação”, disse Cleitinho. Ele ainda ressaltou que vai levar o caso ao Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e à Polícia Militar Ambiental, pedindo a criação de uma força-tarefa para investigar o episódio.
Entenda o caso
Moradores ribeirinhos e pescadores relataram, no último dia 6 de setembro, a morte de peixes no Rio Paraopeba. A principal suspeita é o despejo de algum contaminante no período entre a madrugada do dia 5 e a manhã do dia 6. Desde então, o número de animais mortos aumentou, ultrapassando 4 mil, incluindo espécies ameaçadas de extinção, como o pacamã.
Equipes do comitê de monitoramento recolheram amostras de água, sedimentos e carcaças para exames laboratoriais. O material foi encaminhado a laboratórios especializados, que deverão indicar a origem da contaminação e embasar a responsabilização dos envolvidos.
Segundo o comitê, a área mais impactada vai da foz do Rio Betim até a região de Juatuba.
Em nota enviada ao Portal Agita, a Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) informou que atua em conjunto com a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) e com a Polícia Militar Ambiental na apuração do caso.
A empresa ressaltou que a mortandade de peixes não tem relação com a operação da rede de abastecimento e reforçou que não há risco para a população da Região Metropolitana de Belo Horizonte.
“A Copasa reforça que não há qualquer risco para a população atendida pelo Sistema Paraopeba, responsável pelo abastecimento da Região Metropolitana de Belo Horizonte. Isso porque o trecho em que o problema foi relatado está localizado a mais de 40 quilômetros abaixo do ponto de captação utilizado pela Companhia”, informou a nota.



