Cãominhada e Feira de Adoção encerram o “Agosto Verde” em Betim

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Ações alertam para a prevenção da leishmaniose e a posse responsável de animais 

Imagem ilustrativa

No próximo sábado, 24, às 8h, tutores e seus pets participarão da “cãominhada”, que encerrará as atividades promovidas em celebração ao Agosto Verde. Eles sairão do campus da PUCMinas Betim, responsável pela iniciativa, indo até o Parque de Exposições David Gonçalves Lara, onde participam de palestras sobre a leishmaniose e sua prevenção e o maltrato aos animais e suas consequências. As apresentações, gratuitas e abertas ao público, pretendem estimular a conscientização sobre a importância em garantir qualidade de vida aos animais.

Também estará sendo realizada no parque a 2ª feira de adoção deste mês, promovida Superintendência de Proteção Animal da Prefeitura de Betim em parceria com a ONG Sociedade Protetora dos Animais. “Os animais que chegaram à superintendência e à Ong, após serem resgatados e tratados, estarão esperando para serem adotados com responsabilidade” esclareceu a presidente da sociedade protetora, Zilda Cabral.

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A superintendente de Proteção Animal, Roberta Cabral, destacou que as ações são muito importantes, porque “é fundamental que a população tenha mais informações sobre como garantir a qualidade de vida dos seus pets, sobre a castração e o controle da leishmaniose, além de aprender sobre os cuidados necessários para uma posse saudável”.

O “Agosto Verde” e a leishmaniose 
“Agosto Verde: mês de prevenção à leishmaniose” é uma iniciativa da PUC Minas, por meio do Centro de Estudos em Clínica e Cirurgia de Animais (Cecca) de Betim, em parceria com Prefeitura, cujo objetivo é promover interdisciplinaridade e integração entre a universidade e a sociedade. A campanha foi lançada em 9 de agosto e, ao longo do mês, promoveu diferentes intervenções, alertando sobre a doença, exames e importância da prevenção.

De acordo com o professor Rafahel Carvalho de Souza, diretor do Cecca e um dos idealizadores da campanha, a iniciativa é pioneira no Brasil e visa conscientizar a comunidade, além de discutir ações que busquem a diminuição da leishamaniose em Minas Gerais. “Em função das modificações socioambientais e a crescente urbanização da doença nos últimos 20 anos, estratégias de controle e prevenção devem ser amplamente discutidas em cada município”, alerta.

A Leishmaniose Visceral é uma doença parasitária que se manifesta, principalmente, nos cães, mas que também vem crescendo entre os humanos, representando um grande desafio para a saúde pública. Em Minas Gerais, foram contabilizados 1.131 casos da enfermidade em humanos, de 2017 e 2018. Neste ano, foram 113 registros de pessoas infectadas pela doença. Em Betim, houve 62 casos de leishmaniose visceral em humanos entre os anos de 2017 e 2018 e 13 casos neste ano.