Betim decreta emergência para atender indígenas Warao em situação de vulnerabilidade

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A Prefeitura de Betim decretou situação de emergência em razão da crise humanitária enfrentada pelos indígenas venezuelanos da etnia Warao que vivem em uma ocupação no município. A medida foi publicada nesta semana e cita o estado de vulnerabilidade social da comunidade, que ganhou repercussão após a morte de uma bebê de 1 ano e 4 meses, vítima de um quadro grave de desnutrição, no último dia 28 de maio.

De acordo com o decreto, a administração municipal considera necessária a adoção de ações integradas e urgentes nas áreas de assistência social, saúde, educação, segurança alimentar e defesa civil para garantir os direitos fundamentais da população indígena.

O documento autoriza a adoção de uma série de medidas emergenciais, entre elas a instalação e manutenção de estruturas de acolhimento, a aquisição e distribuição de alimentos, água potável, medicamentos, materiais de higiene, vestuário, colchões, cobertores e outros insumos essenciais.

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Também estão previstas ações de atendimento em saúde, vacinação, assistência psicossocial, limpeza urbana, saneamento básico, controle ambiental, prevenção de riscos e contratação de serviços especializados para enfrentar a situação. O decreto ainda prevê a articulação entre órgãos municipais, estaduais, federais e entidades da sociedade civil para a implementação das medidas necessárias.

Nesta quinta-feira (11), a equipe do Portal Agita procurou a Prefeitura de Betim para saber quais ações já foram realizadas em benefício da comunidade Warao após a decretação da emergência. No entanto, até a publicação desta matéria, a assessoria de imprensa do município não havia respondido aos questionamentos.

A situação da comunidade também motivou mobilizações políticas. Na segunda-feira (8), a deputada estadual Célia Xakriabá e a cacica Angoho, de São Joaquim de Bicas, estiveram na Prefeitura de Betim para cobrar providências e ações voltadas ao atendimento do povo Warao. Segundo elas, é necessário garantir condições dignas de moradia, alimentação e acesso aos serviços públicos para as famílias indígenas que vivem na cidade.