
O prefeito de Betim, Heron Guimarães, participou neste domingo (30) da assinatura simbólica do Termo de Execução Descentralizada (TED) entre o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania e o Instituto Federal de Minas Gerais (IFMG). A medida representa mais um avanço na implantação do Museu Vivo da Colônia Santa Isabel, projeto que pretende transformar a região de Citrolândia em um museu a céu aberto.
A iniciativa tem como objetivo preservar e valorizar a memória das pessoas atingidas pela hanseníase, que foram submetidas ao isolamento compulsório ao longo do século XX. Além de resgatar essa história, o projeto também busca enfrentar o estigma ainda associado à doença, promovendo informação, reflexão e conscientização sobre os impactos sociais e humanos desse período.
Durante a solenidade, a ministra dos Direitos Humanos e da Cidadania, Macaé Evaristo, destacou a importância do projeto e da parceria com o município. “Agradeço muito ao prefeito Heron por essa parceria. Aqui, onde foi a Colônia Santa Isabel, está sendo desenvolvido um projeto importante que é transformar todo esse bairro em um museu vivo, a céu aberto, que conte à sociedade a história das pessoas acometidas pela hanseníase e a violência que sofreram do Estado, porque foram segregadas e afastadas de suas famílias. Precisamos lembrar que nenhuma sociedade é verdadeiramente democrática quando os direitos humanos não são respeitados e valorizados”, afirmou.
O Museu Vivo da Colônia Santa Isabel é uma iniciativa da gestão municipal e já está em fase de estruturação. Das 22 ações previstas, 10 estão em andamento, entre elas a implantação dos trilhos que vão receber o vagão expositivo, a fase final da reforma do Cine-Teatro Glória e a instalação, prevista para junho, do monumento Filhos Separados, que marcará o início do circuito de memória.
A assinatura do TED representa o segundo passo para a consolidação do Instituto de Ciência e Tecnologia (ICT) vinculado ao Centro de Memória, ampliando a capacidade de pesquisa e produção de conhecimento sobre a hanseníase e a história da Colônia Santa Isabel. A expectativa é que o projeto contribua para fortalecer a identidade local, ampliar o turismo cultural, preservar o patrimônio histórico e estimular a participação da comunidade nas ações de memória e educação.
Também estiveram presentes a representante da Fhemig, Gabriela Camargo, além de autoridades municipais, representantes de instituições parceiras e lideranças envolvidas no projeto.




