Após protestos de moradores, reunião da Câmara é interrompida.

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Tumulto. Populares lotaram a Câmara com
cartazes e faixas que pediam mais respeito para com os cidadãos e vereadores
tiveram de sair escoltados pela PM.

Cerca de 500
manifestantes lotaram a Avenida Rossini de Minas, para protestarem em frente à
Câmara, na noite dessa segunda-feira (30), na primeira reunião ordinária após a
Operação “Contra Legem” do Ministério Publico de Minas Gerais que prendeu seis,
dos 11 parlamentares da cidade. A sessão foi presidida pelo vice-presidente,
Fabinho do Bar (PSDB), um dos alvos da investigação.

Em suas palavras, Fábio
Candido se disse tranquilo quanto às investigações e se declarou inocente. Com
um tom de voz baixo, o vereador Enilton César “Niltinho”  (Sem Partido), também se defendeu e disse que autorizou
a quebra de seu sigilo bancário e que
nada de ilícito foi encontrado, sendo assim inocente. Já Cristiano Silva “Balança”
(PMDB), preferiu não se pronunciar.

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A reunião durou cerca de 30 minutos e teve de
ser interrompida devido ao  gritos de
vaias dos manifestantes, que pediam a cassação dos vereadores envolvidos. Apenas
Neném da Horta  (PMDB), Carlinhos Braga
(PSB) e Marcão (PT), não participaram da sessão.

Laerte é aplaudido

O vereador
Laerte Sales foi aplaudido durante sua oratória, ele foi um dos únicos que não
teve seu nome citado na investigação, o parlamentar pediu que a população respeitasse
a família dos vereadores investigados, uma vez que eles não têm nada a ver com
o que aconteceu. Para ele, a justiça está sendo feita.

De acordo
com informações, a Justiça local determinou o afastamento dos três vereadores presos
e posse dos suplentes, Sidão da Academia (PPS), o atual Secretário de Governo,
Cassiano (PSB) e Aécio do Verbo Vivo (PTN), o que deve acontecer no decorrer
da semana.

Prisão preventiva foi decretada

Em nota enviada ao Portal Agita Betim
e Região, a assessoria do MP informou que,
na sexta-feira (27), foi decretada a prisão preventiva dos vereadores. A investigação
está tramitando em regime de urgência, por se tratar de investigados presos. O
Ministério Público possui 15 dias para oferecer a denúncia, prazo contado a
partir da decretação da prisão preventiva.