Tia Nastácia se apresenta em Betim no próximo dia 2

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Sexta Melhor. Evento gratuito será realizado dia 2 de outubro, na Casa da Cultura.

No mês de outubro, a Funarbe promove um “Sexta Melhor” com muito rock n’ roll no quintal da Casa da Cultura. Os convidados deste evento, que prometem uma noite com muita música e animação, são o betinense Rui Marchi e a Banda Tianastácia. Os shows serão realizados no dia 2, à partir das 20h.

O projeto “Sexta Melhor” é uma iniciativa da Fundação Artístico Cultural de Betim, que traz à cidade apresentações musicais gratuitas, com a participação de artistas locais e de outras cidades.

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Ingressos

A troca dos ingressos poderá ser feita na sede da Funarbe (Rua Professor Clóvis Salgado, 400 centro de Betim), a partir da próxima segunda-feira, 28. O ingresso deverá ser trocado por 1 brinquedo pedagógico novo ou 1 livro de literatura em bom estado de conservação. O ingresso é individual e o local do show está sujeito à lotação.

Mais informações 3532-2530

Classificação indicativa

Menores de 16 anos só podem entrar com documento de identificação e acompanhados de um representante legal.

Rui Marcchi

Ruy Marchi é músico multi-instrumentista, compositor, e cantor certificado pela OMB (Ordem dos Músicos do Brasil) 17.507.

Nos shows, o músico mineiro faz releituras de músicas já consagradas e apresenta também as suas músicas autorais, revelando as suas várias influências como o MPB, o rock nacional, internacional e as vanguardas contemporâneas.

Jovem e irreverente vem conquistando seu espaço a cada dia no cenário musical de Minas. Ao longo de sua carreira Ruy Marchi participou de vários festivais de música autoral. Conquistou o 1º lugar geral em duas das quatro edições do BETIM FEST MUSIC, festival de musica autoral de sua cidade natal e, também o 2º lugar e o prêmio de melhor voz em outras edições deste mesmo festival.

Nos últimos dois anos, Ruy Marchi foi agraciado com a responsabilidade das aberturas oficiais da tradicional Festa do Vinho e Catas Altas – Minas Gerais ao lado de grandes artistas como Roupa Nova e Frejat. Durante o ano de 2013 foi um dos quatro músicos regionais do médio Piracicaba, selecionados para prestar homenagem à Chico Buarque no evento CATAS ALTAS CANTA CHICO.

No momento realiza a produção de seu disco de estreia, SALA DE ESTAR, onde destaca toda a graça do pensamento cotidiano. Dessa essência surgiu o nome que dá origem ao disco e a inspiração para o seu projeto sociocultural PALCO IMAGINÁRIO, que agrega poesia, dança e literatura às apresentações. Seu principal objetivo é ir além do convencional e fazer com que seu público se sinta tão à vontade quanto em sua própria sala de estar.

Tianastácia

Com a base musical ancorada no bom e velho rock’n roll, a família Nastácia transita por diversos estilos. Pop, rock, música eletrônica, romântica e outros ritmos possibilitam que o grupo surpreenda e cative novos públicos a cada álbum lançado. A irreverência, o bom humor e a criatividade nas músicas fazem do Tianastácia um dos maiores ícones do pop rock mineiro.

Em 1992, os amigos André Miglio (vocal), Henrique Rodarte (guitarra), Antônio Júlio (guitarra), Beto Nastácia (baixo) e Cadu (bateria) se juntaram para se divertir fazendo música. A brincadeira ficou séria em 1995, quando o Tianastácia venceu o FestValda, com a música Cabrobó – que estourou nas rádios de todo o território nacional -, na categoria Inéditas. 

O primeiro álbum da banda, Acebolado, foi gravado em 1996 pela Cogumelo Records, selo que lançou o Sepultura. Nessa mesma época, Léo Nastácia assumiu as guitarras, substituindo Henrique Rodarte. No fim de 1997, o vocalista André Miglio deixou o grupo e foi substituído por Podé e Maurinho. Logo em seguida os artistas gravaram o segundo álbum, Tianastácia, dedicado à memória do baterista Cadu, que faleceu na época. Por esse motivo, Glauco Nastácia entrou para a banda.

Em 1999, foi gravado o terceiro disco dos músicos, Tá na boa, pela gravadora EMI, com a produção de Marcelo Sussekind, um dos produtores mais requisitados do Brasil. Nesse mesmo ano, o Tianastácia foi convidado para tocar no festival Pop Rock Brasil. No ano 2000, ainda pela EMI, o grupo gravou o quarto álbum, Criança louca, produzido por Carlo Bartolini (ex-guitarrista do Ultraje a Rigor), com a participação de Miranda, na pré-produção; e do Torcuato Mariano, na direção artística. Esse ano também ficou marcado pela participação da banda no Festival da Música Brasileira, da TV Globo. A música Morte no escadão, de autoria do José Carlos Guerreiro, levou o segundo lugar no evento, faturando um prêmio de R$250 mil.

Com a consolidação do Tianastácia no cenário musical brasileiro, se tornaram frequentes as parcerias com grandes nomes da música nacional, como Beto Guedes, Lô Borges, Tom Zé, Maurício Tizumba, Chico Amaral, Skank, Jota Quest, Marina Machado, Pato Fu, Uakti, entre outros.

Em 2003, a música O sol trouxe ainda mais brilho para a carreira dos rapazes. A canção, de autoria do guitarrista Antônio Júlio Nastácia, que está no disco Na boca do sapo tem dente (2003), foi sucesso absoluto em todo o país. Ela foi gravada pelos conterrâneos do Jota Quest, em 2005, e no ano seguinte foi a mais tocada nas rádios de todo o Brasil. Em 2010, o também conterrâneo Milton Nascimento gravou a canção.

No festival Pop Rock Brasil de 2004 foi gravado o primeiro DVD ao vivo do Tianastácia – um megashow que entrou para a história da banda, com uma apresentação magnífica na qual os artistas tocaram para um público de 50 mil pessoas.

Na gravação do sétimo álbum, Orange 7 (2006), a banda já não contava com o guitarrista Léo Nastácia, que se desvinculou do grupo. Esse disco marcou uma fase mais pop do Tianastácia, na qual foram usados teclados, violões e melodias mais tranquilas.

Tianastácia no país das maravilhas foi lançado no fim de 2009. Esse trabalho foi uma retomada às raízes do primeiro álbum, com ênfase no rock mais direto, conciso e cru. Com apenas duas semanas de lançamento, antes mesmo da divulgação do CD pelo Brasil, mais de 15 mil cópias já tinham sido vendidas.

Para comemorar a maioridade, o Tianastácia lançou seu mais recente CD, Love Love, no segundo semestre de 2013. Gravado no estúdio Nas Nuvens, no Rio de Janeiro, o nono álbum teve direção musical e arranjos de Liminha, que também participou de algumas faixas na guitarra. O disco tem outras participações marcantes, como o DJ Negralha; o grupo de percussão Meninas do Rio – formado por jovens de comunidades do Rio de Janeiro; o rapper-repentista Rapadura Xique-Chico; e o percussionista e mestre do pandeiro Marcos Suzano. A maioria das faixas é de autoria da própria banda. A única exceção é a releitura do sucesso de 1972 de Os Mutantes, Posso Perder Minha Mulher, Minha Mãe, desde que eu Tenha o Rock and Roll, de Arnaldo Batista, Rita Lee e Liminha. Esse novo trabalho marcou uma fase mais madura, mas não menos humorada, da família Nastácia.

Em 2015 Tianastácia volta ao cenário nacional com nova formação, energias renovadas e uma participação expressiva no programa SuperStar, da Rede Globo. “Tratamos o SuperStar como um recomeço e estamos realizando um sonho. Queremos conquistar o Brasil e o programa é uma grande vitrine.  Estamos aqui como se estivéssemos com 18 anos de idade e não com 18 anos de carreira”, comemora Podé Nastácia ao avaliar a participação da banda no programa.