Programa Jovem Aprendiz comemora bons resultados no primeiro semestre

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Contagem. Pessoas de 14 a 24 anos são encaminhadas a vagas de aprendizes por meio de parceria entre a prefeitura e Fundação CSN

Mais de 80 pessoas de 14 a 24 anos, foram inseridos no mercado de trabalho no primeiro semestre deste ano, em Contagem. A parceria entre a prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Trabalho e Renda, com a Fundação CSN, garante o desenvolvimento do Programa Jovem Aprendiz, qualificando para o primeiro emprego.

Inscrições para o programa são feitas a cada quatro meses. O próximo processo seletivo será em agosto. Os interessados pelo Jovem Aprendiz passam primeiro por uma seleção de duas etapas. A primeira com provas de português e matemática, e a segunda de entrevistas.

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São selecionados 70 candidatos para o curso de formação com 200 horas/aula “Capacitar para Crescer” , no Centro de Formação do Trabalhador (Cefort). Em seguida, eles são encaminhados para as empresa parceiras, conforme a demanda.

Segundo o secretário Municipal de Trabalho e Renda, Fredim Carneiro, a parceria com a Fundação CSN cumpre o papel social de inserir o jovem no mercado, para seu primeiro emprego, além de prepará-lo para exercer as devidas funções. “Os jovens são preparados com dinamismo e eficiência, com formação à altura que o mercado exige, devido à competitividade atual na busca pelo ingresso e permanência na empresa” , disse.

A coordenadora de Aprendizagem da Fundação CSN, Girlene de Azevedo, explica que o Programa Jovem Aprendiz é contínuo. “Como a formação ocorre o ano inteiro, sendo que neste momento temos mais 70 jovens sendo preparados no Capacitar para Crescer, as empresas interessadas em contratar o aprendiz podem entrar em contato conosco em qualquer época. Além de encaminhar os candidatos às vagas, ainda oferecemos a formação exigida por lei, durante o horário de trabalho” , disse.

Bons exemplos

A gestora de recursos humanos Natália Alves de Oliveira conseguiu o primeiro emprego por meio do Jovem Aprendiz. Hoje, aos 26 anos, ela trabalha como instrutora de formação profissional na própria Fundação CSN.

Natália conta como o programa foi fundamental para sua vida profissional. “Naquela época, eu tinha que trabalhar para ajudar minha mãe a pagar o aluguel, ou seja, era por uma questão financeira. A oportunidade que tive foi muito maior, pois despertou meu interesse para a educação, e comecei a sonhar com uma faculdade. Fui efetivada e pude me formar. Dos meus cinco irmãos, sou a única com ensino superior. A aprendizagem na minha vida foi tudo, hoje sou exemplo de que deu certo para os meus aprendizes” , disse.

Thalisson Angel de Oliveira tem 18 anos e trabalha como aprendiz na empresa Elba Equipamentos e Serviços. Ele se formou no ensino médio e teve muita dificuldade para ingressar no mercado de trabalho. Enviou vários currículos, mas não tinha a qualificação exigida para começar no seu primeiro emprego.

Por meio do Jovem Aprendiz, Thalisson foi selecionado para vaga na área administrativa da empresa. “Tenho planejamento da minha vida profissional somente agora, de médio e longo prazos, pretendo ser efetivado, dando o melhor de mim, e fazer um curso superior. Hoje posso considerar que tenho um emprego, e não somente um trabalho, pois recebo todos os meus direitos, aproveito a experiência e consigo projetar minha carreira” , afirmou.

Em 2014, Catarina Fernanda Costa da Silva concluiu o ensino médio e no ano seguinte começou a procurar o seu primeiro emprego. Ela passou pelo Jovem Aprendiz e seu contrato na JR Higienização está quase chegando ao fim, mas ela está cheia de esperança para ser efetivada na empresa. “Ser aprendiz foi um caminho traçado para o meu futuro. Adquiri experiência profissional, sempre trabalhei com responsabilidade e procuro me qualificar. Hoje o que eu mais quero é ser efetivada e fazer uma faculdade” , disse.
Benefícios trabalhistas

O Jovem Aprendiz tem amparo na Lei 10.097/2000, ampliada pelo Decreto Federal nº 5.598/2005, estabelecendo às empresas de médio e grande portes contratar no mínimo 5% e no máximo 15% do seu quadro de funcionários pessoas de 14 a 24 anos como aprendizes. Elas têm a Carteira de Trabalho assinada por um período máximo de 16 meses e todos os direitos trabalhistas assegurados.
A carga horária pode variar de quatro a seis horas por dia, sendo um dia da semana dedicado à formação profissional. O contrato de trabalho especial determina que 70% da carga horária seja de aprendizagem na empresa e os outros 30% na Fundação CSN (entidade formadora), sendo o mínimo de 400 horas de formação.

A bolsa é de R$ 440 para o período de quatro horas e R$ 660 para o de seis. Também são oferecidos vale-transporte, seguro de vida e outros benefícios. Na empresa, o jovem é monitorado por um gestor responsável que repassa periodicamente um relatório de desempenho à Fundação CSN.

As notas escolares também são acompanhadas e todo o suporte é dado para o desenvolvimento do aluno. Aqueles que não são aprovados nas entrevistas das empresas continuam no programa, aguardando novas oportunidades.

Os interessados em fazer parte do programa ou as empresas que buscam parceria podem entrar em contato com a CSN pelos telefones (31) 3565-2114 / 3046-6195.