
Em viagem pelas prévias do PSDB, “Jeito Doria” de governar é destacado por lideranças em encontro do governador de São Paulo com mineiros, entre eles dois ex-presidentes do PSDB-MG, na manhã deste sábado (2)
Saudado como “Pai da Vacina” e “João Trabalhador” em encontro com prefeitos, vereadores e lideranças tucanas em Betim, na manhã deste sábado, o governador de São Paulo, João Doria, foi recebido pelo prefeito, Vittorio Medioli. “Estamos honrados em recebê-lo aqui. A administração João Doria em São Paulo deixa qualquer pessoa boquiaberta. Ele conhece tudo do Estado, tem competência também para escolher uma equipe capaz e tem uma carga enorme de vontade. Administração pública é uma grande empreitada e o senhor, Doria, é um exemplo de tudo isso. O senhor é honesto, não tem caso de corrupção no seu governo. Tem meta, projeto”, discursou Medioli.
Entre os presentes no encontro estavam a vice-prefeita de Betim, Cleusa Lara, o vice-presidente da Câmara dos Vereadores de Betim, Cláudio Fernandes, e o deputado federal Samuel Moreira, além dos tucanos Divino Lourenço, que presidiu o PSDB-MG por duas vezes, foi presidente da Câmara e teve seis mandatos de vereador, e Uiller Rezende, que também foi presidente do PSDB de Betim.
Ao discursar, João Doria falou de sua admiração por Minas Gerais, a importância do Estado e contou sobre o que tem visto nas viagens que tem feito pelo Brasil, em função das prévias do PSDB. Em novembro o partido escolherá o candidato tucano que disputará a Presidência da República em 2022.
Doria afirmou que suas bandeiras em defesa do Brasil serão as mesmas que usa em São Paulo: trabalho para reduzir as desigualdades sociais, investimento em educação, saúde e empregabilidade. “Milhões de brasileiros estão desempregados e muitos vivem na linha da pobreza. E qual o programa para o Brasil neste momento para dizer a essas pessoas que o País está gerando emprego? Não há”, discursou o governador. E destacou que São Paulo gerou cerca de 1/3 dos empregos do Brasil. “Fizemos isso dialogando com investidores do Brasil e de fora. Mostrando para eles que o Brasil de Bolsonaro não é o mesmo Brasil da maioria de nós”.
Entre as ações de êxito da gestão paulista, Doria citou a Bolsa do Povo, Alimento Solidário (de cestas básicas), Vale Gás, Dignidade íntima (de entrega de absorvente para estudantes da rede pública e mulheres em São Paulo).
O governador afirmou que, se tiver a honra de vencer as prévias e a eleição do ano que vem, será o “primeiro presidente do Brasil municipalista”. “Já somos um governo municipalista em São Paulo. E seremos o primeiro Presidente da República municipalista. Com compromisso com as prefeitas e os prefeitos do Brasil. Montoro já dizia: as pessoas não vivem no estado, na nuvem, em Brasília. Vivem no município. É assim que estamos governando hoje no Estado de São Paulo. Respeitando e apoiando todos os prefeitos, de forma igual. Onde viver um brasileiro, em qualquer estado, terá nossa atenção”, discursou o governador de São Paulo.
Doria também se comprometeu em contribuir para ajudar a “pacificar o País”. “O Brasil não precisa de ódio, precisa de paz, emprego, educação, respeito entre as pessoas. Precisamos compreender que nós não somos iguais. Não podemos nos agredir, sermos emparedados por fake news nas redes sociais”, disse Doria.
“GOVERNO LIMPO”
O governador fez uma forte fala contra a corrupção e em defesa da “decência e transparência” na política, sobretudo na gestão do dinheiro público. “Fui prefeito da 7.a maior cidade do mundo (São Paulo) e hoje estamos à frente do governo de São Paulo, com R$ 245 bilhões de orçamento este ano. Maior que o da Argentina, Chile, Peru. Nas nossas gestões, não tem corrupção. Temos um governo limpo, como deveriam ser todos os governos”. E finalizou: “Quem acha que rachadinha é coisa pequena, é crime. Roubar a Petrobras é crime. Dizer que os fins justificam os meios, por um discurso populista de ajudar os pobres, é crime”.
Aliados
O prefeito de Betim, Vittorio Medioli, falou de sua amizade com Doria, a quem disse preferir tratar como “pessoa querida” e não só como governador. “Doria tem origem italiana como eu, somos tutti buona gente, trabalhamos com seriedade, responsabilidade”, comparou Medioli.
Vice-prefeita de Betim, Cleusa Lara, que também é Secretária de Assistência Social, parabenizou João Doria pela gestão em São Paulo e pela decisão de “bancar” a primeira vacina para os brasileiros, a Coronavac, do Butantan, contra a covid-19. “Sabemos da força do seu trabalho e da sua seriedade, João Doria. Também quero destacar a valorização que o senhor dá às mulheres na sua gestão, isso é muito importante. E parabenizar também pela vacina, que é isso que está fazendo com que o Brasil possa voltar à vida normal. Seja bem-vindo a Betim, queremos ouvir o senhor e seus projetos”, discursou Cleusa.



