Moradores de São Joaquim de Bicas se mobilizam contra construção de APAC em Nossa Senhora da Paz

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Imagem ilustrativa

A chegada do complexo penitenciário mudou a vida da pacata São Joaquim de Bicas. Atualmente o município possui um dos maiores complexos penitenciário de Minas Gerais.

A possibilidade da implantação de uma Associação de Proteção e Assistência aos Condenados (APAC), em Nossa Senhora da Paz (Farofa), pegou os moradores da comunidade de surpresa. Uma audiência pública debaterá a questão na próxima terça-feira (22), a partir das 14h, no auditório do Ceci, em Igarapé.

Nas redes sociais, moradores de Nossa Senhora da Paz, já se mobilizam contra a ideia de ter uma APAC na região. Além disso, autoridades municipais também já se posicionaram de maneira contrária a implantação da unidade no município.

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Método Apac

O método foi criado em 1972, pelo advogado e jornalista, Mário Ottoboni, e implantado inicialmente em São José dos Campos (SP), com o objetivo de promover a humanização das prisões, sem perder de vista a finalidade punitiva da pena. Desde 2001, o Governo de Minas Gerais é parceiro do Poder Judiciário. O modelo auxilia na execução penal e na administração do cumprimento das penas privativas de liberdade dos regimes fechado, semiaberto e aberto.

O trabalho da Apac baseia-se em um método que se destaca pela corresponsabilidade do preso em sua recuperação, pelo envolvimento e colaboração dos familiares dos presos – tendo em vista a municipalização da execução penal – e pela solidariedade e disciplina para reciclar valores e desenvolver habilidades profissionais dos condenados. O método Apac é aplicado em 10 estados e no Distrito Federal, além de em outros 28 países.

Resposta

Nossa equipe procurou a assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, para dar mais detalhes sobre o projeto da APAC em São Joaquim de Bicas, mas até o momento, o TJ não se pronunciou.

Guto Resende anuncia projeto de lei para proibir APAC em São Joaquim de Bicas