Em entrevista ao Portal Agita, Alex Amaral fala sobre a disputa na Asmube

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Na entrevista, Alex Amaral (Chapa 3), fala sobre a sua história na Associação dos Servidores Municipais de Betim (Asmube) e sobre as eleições de 2020, disputa em que ele prefere se manter distante.

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A atual gestão fez várias alterações no estatuto da Asmube, uma delas impede que os associados que ocupam cargos comissionados tenham direito a voto na eleição da associação. Qual a sua posição sobre o assunto?

Foi um equivoco, até então todos os associados tinham direito a participar do processo democrático da Asmube, a única restrição era de que os comissionados não poderiam disputar as eleições, até porque a qualquer momento ele poderia perder o cargo e deixaria de ser servidor do município. Se o associado contribui mensalmente com a entidade, é óbvio que ele tem direito a voto.

Se eleito, pretende revogar essa decisão que impede os associados comissionados de votarem?

Pretendo fazer uma ampla reforma no estatuto da Asmube. Esse estatuto trás uma instabilidade jurídica, além de ser pouco democrático e pouco transparente. Para ter uma ideia, os editais das eleições que sempre foram publicados em um jornal local de grande circulação, que no caso aqui é O TEMPO Betim, agora é publicado em um jornal de circulação estadual, pouco lido na cidade, isso foi possível graças a uma alteração no estatuto, promovido pela atual gestão. O edital deu um prazo de apenas cinco dias para inscrição de chapas, pegando todos de surpresa.

Se tiver oportunidade de assumir a presidência, quero com base na legalidade radicalizar a transparência e discutir as alterações no estatuto com os servidores, que são os principais interessados.

Você iniciou a construção da clínica do servidor, se eleito tem intenção em colocá-la em funcionamento?

Sim. Precisamos rever as mudanças arquitetônicas que a atual gestão fez no projeto inicial, para assim retomar as obras. Havia por exemplo no projeto original um centro de diagnóstico, que teria mamógrafo, ultrassom e equipamentos básicos necessários para uma unidade como aquela. Vamos rever nosso sistema assistencial, com base na realidade de hoje. Quando lancei o projeto a ideia era que a clinica tivesse consultórios de pediatria, geriatria, médica geral e ginecologia.

Outra ideia é tentar renegociar os valores cobrados dos associados pelo plano de saúde, não podemos esperar a data base para negociar com a seguradora, é necessário que isso inicie muito tempo antes, para que a Asmube faça um estudo mais detalhado e chegue preparada na mesa de negociação. Quando fui presidente eu criei um grupo gestor, elegemos numa assembleia geral dez associados para acompanhar a evolução da sinistralidade do plano de saúde, passamos a acompanhar mês a mês.

Tem algum projeto da Asmube que pretende resgatar?

Nós tínhamos três programas interessantes na Asmube, um bom exemplo era o departamento de assistência social, que prestava um excelente atendimento aos servidores que passavam por algum problema. O segundo ponto é a venda de material escolar a preço de custo para o servidor, o que gerava uma economia grande ao associado, parcelávamos em até dez vezes. Tínhamos ainda a campanha de natal que chegou a sortear apartamentos, carros e motos aos associados, além do programa de fidelidade.

“Encontrei um guarda municipal durante panfletagem no Hospital Regional e ele me falou que seus filhos estudaram com material escolar adquirido na Asmube, isso pra mim foi muito gratificante, porque de certa maneira, nossa gestão trabalhou para facilitar a vida do servidor”.

Cartão da Asmube

“Na nossa gestão o Asmube Card chegou a movimentar 40 milhões de reais no comércio de Betim em um ano”.

O senhor tem interesse em disputar algum cargo nas eleições de 2020?

Quando disputei as eleições da Asmube em 2015, a minha intenção era ser eleito, concluir a clinica do servidor, e em seguida me aposentar, infelizmente o processo democrático da associação foi parar na justiça e não fui eleito. Tenho sido convidado para reuniões políticas visando as disputas municipais do próximo ano, mas evito participar, porque minha prioridade no momento é a Asmube, quero ser eleito concluir a clinica do servidor, retomar o protagonismo que a associação um dia teve e após isso, me aposento. Portanto, disputar as eleições no próximo ano está fora dos meus planos.

“Vou defender a mudança do tempo de mandato da associação de quatro, para apenas três anos”.

Deixe uma mensagem aos associados.

Sou eternamente grato aos servidores municipais de Betim, estive na primeira diretoria da Asmube, participei da criação do cartão Asmube Card, da construção da sede própria e tenho orgulho de fazer parte da história da associação. Quero muito encerrar meu ciclo como servidor público na Asmube, ao final deste mandato, concluindo a clinica do servidor, pois sei que é uma necessidade dos associados. Aos 37 anos de serviço público e prestes a aposentar, meu desejo é devolver a Asmube para os servidores.