Contagem: Daniel Carvalho propõe medidas para coibir uso do cerol

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Todo ano é a mesma coisa. Chega nesta época do ano e os céus da cidade se enchem de pipas – ou papagaios, como preferem alguns. Com elas, chegam também as ameaças à integridade das pessoas, especialmente os motociclistas, que são as linhas com cerol ou a linha chilena. Diante da realidade de número crescente de vítimas, inclusive fatais, o vereador e presidente da Câmara, Daniel Carvalho (PV) apresentou e teve aprovado requerimento solicitando a criação de programa socioeducativo nas escolas e blitz educativas para conscientização quanto ao perigo de uso de cerol e linha chilena ao empinar papagaio.

Ao propor tal medida, o parlamentar alegou que “a brincadeira de empinar papagaio é muito apreciada por crianças e também por adultos. Essa prática é freqí¼ente no outono e inverno, fazendo parte da diversão a realização de confrontos entre papagaios, cujo objetivo é “cortar” , ou seja, derrubar a pipa do outro. Para tanto, utilizam-se do cerol ou linha chilena colocado nas linhas das pipas” .
O cerol é o nome dado a uma mistura de cola, geralmente de madeira, com vidro moído ou limalha de ferro (pó de ferro), que é aplicado nas linhas que são utilizadas para erguer as pipas, já a linha chilena é feita a partir de quartzo moído e óxido de alumínio e chega a cortar quatro vezes mais do que a linha com cerol.

Ainda segundo Daniel Carvalho, “essa “brincadeira” é extremamente perigosa, pois quando a linha está totalmente esticada, dificilmente tem-se a visão da mesma e, ao passar por ela funcionará como uma “guilhotina” , um verdadeiro instrumento perfurocortante, podendo produzir lesões perfuroincisas de grande profundidade. São inúmeros os casos de lesões corporais e até mortes de motociclistas, ciclistas, transeuntes e até mesmo de animais que são simplesmente degolados ao terem a linha enroscada em seu corpo” .

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“Considerando a gravidade das consequências em caso de acidente com linhas de cerol ou chilena, a criação de programa socioeducativo visa a extinção dessa prática através da conscientização da população, para que a brincadeira de soltar papagaio seja praticada de maneira segura, inocente e inofensiva” , conclui o vereador.