
Mesmo diante da pandemia de Covid-19, a população levou seus animais para serem vacinados contra a raiva, em Betim, e a meta de vacinação de 80% do público alvo foi atingida pela primeira vez, desde que a vacinação teve início no município. Foram vacinados quase 37 mil animais, sendo 31.927 cães e 5.023 gatos, a partir dos três meses de vida.
A Campanha de Vacinação Antirrábica foi realizada em outubro e novembro em diversos postos de vacinação instalados nas regionais administrativas do município. Neste ano, o formato da campanha foi reformulado para atender a todos sem que houvesse risco de transmissão do novo coronavírus e todas as medidas sanitárias de proteção e segurança foram adotadas para evitar contaminações e aglomerações.
A doença
A raiva é uma doença extremamente perigosa e há raríssimos casos de cura. O vírus pode ser transmitido para os humanos, por isso é muito importante preveni-lo com a vacinação. Ela é transmitida ao homem pela saliva de animais infectados, principalmente por meio da mordedura, podendo ser transmitida também pela arranhadura ou lambedura desses animais. São casos suspeitos de raiva cães e gatos que apresentarem sintomas nervosos ou que indiquem alterações de comportamento como o aparecimento repentino de agressividade no animal, salivação excessiva e paralisia.
Nos cães, além da mudança de comportamento, um animal feliz e brincalhão pode se tornar quieto, recatado e cansado, se esconder em locais escuros, apresentar uma agitação inusitada em espaços curtos de tempo e maior desobediência, além de comerem coisas incomuns como madeira. Logo após, torna-se mais agressivo, tentando morder tudo e todos, podendo também se autoatacar, provocando graves ferimentos.
Nos gatos, também há mudança de comportamento, destacando-se a agressividade. Além disso, podem ser notadas falta de apetite, hidrofobia, fotofobia, dilatação das pupilas, salivação espessa e excessiva. Gatos com raiva também adquirem o hábito de dar mordidas no ar.
Casos suspeitos
Em casos suspeitos de cães e gatos domésticos, a equipe do CCZE pode ser acionada pelo telefone 3594-5424. Humanos que sofrem agressão de animais de rua ou domésticos devem procurar rapidamente o atendimento na Unidade Básica de Saúde (UBS) de referência para medidas de prevenção para não desenvolver a doença, que é 100% letal.




