Prefeitura realiza mutirão para castração gratuita de cães e gatos em Igarapé

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Washington Gontijo

Sábado, 1º de dezembro, foi dia de castração gratuita de cães e gatos, machos e fêmeas, em Igarapé. A Prefeitura, em parceria com a Escola de Veterinária da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) – por meio do Projeto Ação Global Homem-Animal (Agha) – realizou mais um mutirão visando o controle reprodutivo desses animais domésticos na cidade.

O mutirão foi realizado no Centro Cirúrgico Móvel do Projeto Agha – ônibus  dotado de 4 mesas cirúrgicas. O veículo permaneceu estacionado no galpão da Polícia Militar, na esquina das ruas Primeiro de Maio e João Rosa, no centro. Dentro do ônibus, equipes constituídas de cirurgiões, anestesiologistas, juntamente com professores e alunos da Escola de Veterinária da UFMG, se revezaram ao longo de todo o dia para realizar a castração de 65 animais.

Além do grupo de 60 pessoas da universidade, o mutirão envolveu dez servidores do Departamento de Zoonoses da prefeitura, que esteve à frente da organização de todas etapas da força-tarefa.

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A veterinária do Departamento, Lívia Andrade Alves, lembrou que antes de serem submetidos à esterilização, todos os cães e gatos passaram por avaliação clínica, epidemiológica e sanitária.  Também tiveram amostra de sangue coletada para realização dos exames de risco cirúrgico, no dia 20/10.

“A partir dos resultados, foi feita uma triagem para analisar quais animais estavam aptos para a esterilização, visto que para ser castrado, o animal tem que estar saudável. Não pode ter anemia, infecção, problemas cardíacos, estar no início da gestação, nem estar obeso ou abaixo do peso”, advertiu.

Empenho

A secretária municipal de Saúde, Beatriz Palhares, destacou que Igarapé tem se empenhado, sistematicamente, para reduzir o número de abandono de cães e gatos na cidade. Esse já foi o quarto mutirão realizado  em parceria com a UFMG. “Sabemos que a superpopulação desses animais em vias públicas, pode levar a graves problemas sanitários, pois podem se tornar disseminadores de uma série de doenças.”.

Os moradores reconheceram esse empenho e aproveitaram mais um mutirão para esterilizar seus animais de estimação. A dona de casa Lucilene Carla Gonçalves, por exemplo, ficou duplamente satisfeita com a iniciativa da Prefeitura de Igarapé. Ela conseguiu a castração do Maike, um cão de 2 anos e meio e da Beile, uma gatinha de apenas 9 meses. “Lá em casa, todos nós gostamos muito de animais domésticos, mas queremos evitar que eles procriem pois já temos outros 3 cachorros e mais um gato. Além de exigir  muitos cuidados, fica muito caro”, concluiu.

Morador do bairro Novo Horizonte, Adilson Clara Ferreira foi mais um igarapeense que aproveitou o procedimento disponibilizado – gratuitamente – pela prefeitura, para  garantir a esterilização da sua cadela de 3 anos. “Temos outros dois cachorros em casa, por isso não queremos mais filhotes. Se tivesse que pagar pela castração não teria como assumir esse gasto por agora. Tive informações que é caro”, enfatizou.

O professor da Escola de Veterinária da UFMG, Luiz Lago, um dos coordenadores e colaboradores do Projeto Agha – que também acompanhou de perto o mutirão em Igarapé -, comentou a importância da parceria entre a Prefeitura de Igarapé e a Escola de Veterinária da UFMG, demonstrada a partir do sucesso dos eventos realizados no município.

Palestra

Enquanto esperavam pela esterilização de seus animais, os tutores dos cães e gatos foram contemplados com mini palestras sobre guarda responsável de animais e sobre os cuidados exigidos no pós-operatório dos bichos. As orientações foram feitas pelos estudantes de Veterinária da UFMG, Michele Ribeiro e Gustavo Xaulim.

Além de discorrerem sobre as principais doenças que acometem os animais domésticos, eles esclareceram dúvidas sobre protocolos de vacinação e vermifugação. Também alertaram para importância do controle da natalidade.

“Considerando que cadelas entram no cio semestralmente e cada ninhada resulta em média 6 filhotes, em dez anos, essa cadeia reprodutora – com apenas dois animais -, pode gerar 80 milhões de novos animais. Isso significa mais cães abandonados, o que coloca em risco a saúde pública de qualquer cidade”,  alertaram os dois futuros médicos veterinário.