
Uma nova polêmica surgiu na cidade nos últimos dias, desta vez, que o Mercado Central de Betim, o antigo Ceabe, será fechado, e os comerciantes serão despejados. Um vídeo de um deputado estadual chegou a circular nas redes sociais, confirmando o fato.
Boato é falso, afirma a Prefeitura de Betim.
Em janeiro de 2018, a Prefeitura de Betim assumiu a administração do Mercado Central de Betim, seguindo uma recomendação do Ministério Público Estadual (MPE). A transferência da gestão foi determinada em um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), firmado entre os órgãos para que o mercado passasse a operar de forma legal.
Desde que a administração passou a ser do município, a Secretaria Municipal de Governo (Segov) promoveu encontros com os lojistas, que foram informados de todas as determinações do MPE e de como seria a implantação do processo de legalização do mercado.
O convênio com os lojistas se encerrou em 31 de dezembro de 2017 e todos deveriam ter fechado as suas lojas, mas para não causar prejuízos aos comerciantes, o governo através do decreto nº 41.063, de 02 de janeiro de 2018, definiu um período de transição do Mercado Central. Nesse período, fixado em oito meses, contado a partir de 2 de janeiro de 2018, um processo licitatório será realizado para concessão legal da Permissão Administrativa de Uso de Espaço Público. E também, durante a transição, os comerciantes que atuam no Mercado vão manter o funcionamento de suas lojas.
De acordo com a assessoria de imprensa da prefeitura, todos os atuais lojistas terão a oportunidade de participar do processo licitatório, tendo dessa forma, a possibilidade de manter a sua loja se for vencedor no processo. Ou seja, aquele que concorrer e for vencedor, permanecerá no prédio. Porém, aquele que optar por não concorrer, ou concorrer e não ganhar, terá que obedecer ao prazo definido no decreto 41.063/2018 para desocupar a loja.



