Morre aos 97 anos Yayoi Kusama, artista japonesa com obras icônicas no Inhotim, em Brumadinho

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Daniel Mansur e Leonardo Finoti / Divulgação

Morreu aos 97 anos a artista japonesa Yayoi Kusama, um dos grandes nomes da arte contemporânea mundial. Conhecida principalmente pelas obras marcadas por bolinhas, espelhos, luzes e padrões repetitivos, ela deixou um importante legado também em Minas Gerais, com trabalhos em exposição permanente no Instituto Inhotim, em Brumadinho. 

Kusama morreu em um hospital de Tóquio, no Japão, no dia 14 de agosto. A informação foi divulgada somente nesta quarta-feira (26) pelo Museu Yayoi Kusama e pela fundação responsável pelo legado da artista. A causa da morte não foi informada. Segundo o comunicado, ela continuou pintando até os últimos dias de vida. 

A artista nasceu em 1929, na cidade de Matsumoto, no Japão, e construiu uma carreira de mais de sete décadas. Suas experiências pessoais e as alucinações que relatava desde a infância influenciaram diretamente sua produção artística, marcada pela repetição de formas, pelas famosas bolinhas e pela ideia de infinito. 

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Legado de Yayoi Kusama no Inhotim

Daniel Mansur e Leonardo Finoti / Divulgação

No Instituto Inhotim, Kusama possui uma galeria dedicada à sua produção e uma obra instalada em área externa. A Galeria Yayoi Kusama, localizada no Eixo Laranja, reúne dois trabalhos da artista: “I’m Here, but Nothing” (2000) e “Aftermath of Obliteration of Eternity” (2009), instalação que aborda a fugacidade da vida. 

Já no Eixo Rosa, a céu aberto, está “Narcissus Garden” (1966/2009), uma das obras mais emblemáticas da artista. A instalação é formada por centenas de esferas espelhadas que refletem o ambiente ao redor. 

A obra remete à intervenção realizada por Kusama na Bienal de Veneza de 1966, quando ela espalhou cerca de 1.500 esferas espelhadas no gramado em frente ao pavilhão da Itália e passou a vendê-las aos visitantes. Uma placa anunciava a provocativa frase “seu narcisismo à venda”. A ação acabou sendo interrompida pela organização do evento, mas entrou para a história da arte contemporânea. 

Inhotim lamenta morte da artista

Daniel Mansur e Leonardo Finoti / Divulgação

Em nota, o Inhotim lamentou a morte de Yayoi Kusama e destacou a importância da artista para a história da arte contemporânea. 

“O Inhotim sente muito a morte de Yayoi Kusama. Kusama foi uma grande artista: transformou a cultura e multiplicou ao infinito sua percepção de mundo, em obras que atravessarão os tempos”, afirmou o instituto. 

O museu também ressaltou a presença da artista em seu acervo, destacando tanto a galeria dedicada à sua produção quanto a instalação “Narcissus Garden”. 

A trajetória de Kusama ultrapassou os limites dos museus e galerias. Ao longo da carreira, ela se tornou uma das artistas contemporâneas mais reconhecidas internacionalmente, com obras presentes em importantes instituições e exposições ao redor do mundo. Seu trabalho também alcançou o grande público por meio das instalações imersivas conhecidas como “Infinity Mirror Rooms”. 

Com sua morte, aos 97 anos, Yayoi Kusama deixa uma obra marcada pela repetição, pelo infinito e por uma linguagem visual que se tornou imediatamente reconhecível em todo o mundo. Em Minas Gerais, parte desse legado permanece acessível ao público no Inhotim, em Brumadinho.