
Uma importante notícia para a conservação da fauna brasileira foi registrada nesta terça-feira (4), em Betim. A onça-pintada Serena, uma fêmea oriunda do Cerrado, deu à luz a dois filhotes no Refúgio Bem Viver, ampliando a contribuição da instituição para a preservação de uma das espécies mais emblemáticas da biodiversidade nacional.
O nascimento representa mais um marco no trabalho desenvolvido há 17 anos pelos médicos-veterinários Felipe Coutinho e Jéssica Rayra, responsáveis pelo Refúgio Bem Viver. Primeiro criadouro conservacionista de onças-pintadas de Minas Gerais, o espaço já acolheu mais de mil animais silvestres vítimas de tráfico, maus-tratos, acidentes, perda de habitat e outras situações que impediram seu retorno imediato à natureza.
Esta não é a primeira vez que o Refúgio Bem Viver celebra o nascimento de onças-pintadas. Ao longo dos últimos anos, a instituição consolidou-se como o criadouro que mais reproduziu a espécie em Minas Gerais e, em conjunto com instituições parceiras, integra um dos mais expressivos históricos reprodutivos da onça-pintada em programas de conservação ex situ no Brasil.
O trabalho realizado faz parte do Programa Nacional para a Conservação da Onça-Pintada, coordenado pelo Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferos Carnívoros (CENAP/ICMBio), seguindo as estratégias nacionais para reprodução, manejo e intercâmbio genético da espécie.
Mais do que o número de nascimentos, o Refúgio Bem Viver destaca-se pela gestão da diversidade genética das onças-pintadas. A instituição atua em parceria com outros empreendimentos conservacionistas para formar casais geneticamente compatíveis, promover o intercâmbio de animais e ampliar a variabilidade genética da população mantida sob cuidados humanos.
Além do trabalho desenvolvido em Betim, a equipe técnica também participa da formação de casais, do planejamento reprodutivo, do manejo e da movimentação de onças-pintadas entre diferentes instituições do país. A iniciativa contribui para a circulação de material genético entre plantéis e fortalece os programas nacionais de conservação.
O fundador do Refúgio Bem Viver, o médico-veterinário Felipe Coutinho, dedica sua carreira ao estudo da biologia, reprodução e manejo da onça-pintada, desenvolvendo protocolos voltados à formação de casais, criação de filhotes, alimentação, medicina preventiva, enriquecimento ambiental e manejo comportamental. Segundo a instituição, esse trabalho tornou o Refúgio Bem Viver uma referência técnica na conservação ex situ da espécie.
“Cada filhote que nasce representa uma esperança para a conservação da onça-pintada. É um trabalho que vai muito além do nascimento. Envolve acompanhamento veterinário, manejo especializado, cuidados permanentes e um compromisso diário com a preservação da espécie. A onça-pintada é um dos principais predadores dos ecossistemas brasileiros e exerce um papel fundamental no equilíbrio da natureza. Conservar essa espécie é conservar toda a cadeia da vida”, afirmam os médicos-veterinários Felipe Coutinho e Jéssica Rayra.
Além da conservação da fauna, o Refúgio Bem Viver está finalizando um projeto que permitirá a realização de visitas monitoradas voltadas à educação ambiental. A proposta é transformar o espaço em um centro de referência em Minas Gerais, aproximando estudantes, pesquisadores e a população da realidade da conservação da fauna brasileira por meio de atividades baseadas em ciência e conhecimento.
Segundo a instituição, todas as obras, investimentos e ações desenvolvidas são custeados exclusivamente com recursos próprios. O objetivo é ampliar o projeto e consolidar o refúgio como referência em educação ambiental, formação acadêmica e conservação da biodiversidade.
“Queremos que o Refúgio Bem Viver seja reconhecido não apenas pelos resultados alcançados na conservação da onça-pintada, mas também como um dos principais centros de educação ambiental de Minas Gerais. Acreditamos que conservar também é compartilhar conhecimento, formar profissionais e aproximar as pessoas da biodiversidade brasileira. Cada contribuição representa um investimento direto na expansão desse projeto e ajuda a fortalecer uma iniciativa construída com muito trabalho, ciência e dedicação”, destacam os médicos-veterinários.
Além das onças-pintadas, o Refúgio Bem Viver abriga aves, primatas, répteis e diversas outras espécies silvestres resgatadas, desempenhando um importante papel na conservação da fauna brasileira, na formação de profissionais e na produção de conhecimento técnico voltado ao manejo e à preservação da biodiversidade.
Como ajudar
Quem desejar contribuir para a expansão do projeto pode fazer doações via PIX.
PIX (CNPJ): 60.614.215/0001-24
Refúgio Bem Viver: @refugiobemviver
Cada contribuição fortalece um projeto que une conservação da fauna, pesquisa científica, reprodução de espécies ameaçadas, formação profissional e educação ambiental, permitindo que o Refúgio Bem Viver continue ampliando sua atuação e consolidando-se como uma referência em Minas Gerais e no Brasil.
O trabalho realizado faz parte do Programa Nacional para a Conservação da Onça-Pintada, coordenado pelo Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferos Carnívoros (CENAP/ICMBio), seguindo as estratégias nacionais para reprodução, manejo e intercâmbio genético da espécie.
Mais do que o número de nascimentos, o Refúgio Bem Viver destaca-se pela gestão da diversidade genética das onças-pintadas. A instituição atua em parceria com outros empreendimentos conservacionistas para formar casais geneticamente compatíveis, promover o intercâmbio de animais e ampliar a variabilidade genética da população mantida sob cuidados humanos.
Além do trabalho desenvolvido em Betim, a equipe técnica também participa da formação de casais, do planejamento reprodutivo, do manejo e da movimentação de onças-pintadas entre diferentes instituições do país. A iniciativa contribui para a circulação de material genético entre plantéis e fortalece os programas nacionais de conservação.
O fundador do Refúgio Bem Viver, o médico-veterinário Felipe Coutinho, dedica sua carreira ao estudo da biologia, reprodução e manejo da onça-pintada, desenvolvendo protocolos voltados à formação de casais, criação de filhotes, alimentação, medicina preventiva, enriquecimento ambiental e manejo comportamental. Segundo a instituição, esse trabalho tornou o Refúgio Bem Viver uma referência técnica na conservação ex situ da espécie.
“Cada filhote que nasce representa uma esperança para a conservação da onça-pintada. É um trabalho que vai muito além do nascimento. Envolve acompanhamento veterinário, manejo especializado, cuidados permanentes e um compromisso diário com a preservação da espécie. A onça-pintada é um dos principais predadores dos ecossistemas brasileiros e exerce um papel fundamental no equilíbrio da natureza. Conservar essa espécie é conservar toda a cadeia da vida”, afirmam os médicos-veterinários Felipe Coutinho e Jéssica Rayra.
Além da conservação da fauna, o Refúgio Bem Viver está finalizando um projeto que permitirá a realização de visitas monitoradas voltadas à educação ambiental. A proposta é transformar o espaço em um centro de referência em Minas Gerais, aproximando estudantes, pesquisadores e a população da realidade da conservação da fauna brasileira por meio de atividades baseadas em ciência e conhecimento.
Segundo a instituição, todas as obras, investimentos e ações desenvolvidas são custeados exclusivamente com recursos próprios. O objetivo é ampliar o projeto e consolidar o refúgio como referência em educação ambiental, formação acadêmica e conservação da biodiversidade.
“Queremos que o Refúgio Bem Viver seja reconhecido não apenas pelos resultados alcançados na conservação da onça-pintada, mas também como um dos principais centros de educação ambiental de Minas Gerais. Acreditamos que conservar também é compartilhar conhecimento, formar profissionais e aproximar as pessoas da biodiversidade brasileira. Cada contribuição representa um investimento direto na expansão desse projeto e ajuda a fortalecer uma iniciativa construída com muito trabalho, ciência e dedicação”, destacam os médicos-veterinários.
Além das onças-pintadas, o Refúgio Bem Viver abriga aves, primatas, répteis e diversas outras espécies silvestres resgatadas, desempenhando um importante papel na conservação da fauna brasileira, na formação de profissionais e na produção de conhecimento técnico voltado ao manejo e à preservação da biodiversidade.
Como ajudar
Quem desejar contribuir para a expansão do projeto pode fazer doações via PIX.
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Cada contribuição fortalece um projeto que une conservação da fauna, pesquisa científica, reprodução de espécies ameaçadas, formação profissional e educação ambiental, permitindo que o Refúgio Bem Viver continue ampliando sua atuação e consolidando-se como uma referência em Minas Gerais e no Brasil.



