
A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais (Sejusp) e as forças de segurança do estado divulgaram, nesta quarta-feira (6), os resultados da terceira fase da Operação Baco, ação coordenada para combater a fabricação e a comercialização de bebidas alcoólicas adulteradas ou sem registro no Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).
Durante os 30 dias de operação, realizados em abril, equipes de fiscalização vistoriaram 29 estabelecimentos em Belo Horizonte e em cidades da Região Metropolitana, como Betim, Contagem e Nova Lima. Entre os locais fiscalizados estavam bares, lojas do Mercado Central e depósitos.
Um dos principais alvos foi um imóvel no bairro Jardim Canadá, em Nova Lima, que já havia sido fiscalizado na segunda fase da operação, quando 79 mil litros de bebidas suspeitas de adulteração foram apreendidos.
Nesta nova etapa, mais de 1,7 mil garrafas, dornas, barris e galões foram inutilizados, além da apreensão de quase 2 mil litros de bebidas irregulares. Também foram emitidos nove autos de infração e cinco termos de apreensão, fiscalização e interdição cautelar.
O superintendente de Integração e Planejamento Operacional da Sejusp, Bernardo Naves, explicou que parte das bebidas apreendidas ainda será submetida à análise laboratorial para confirmar possíveis adulterações.
“Além do material descartado in loco nos locais fiscalizados, há bebidas apreendidas que serão submetidas à análise laboratorial para constatação ou não de uma adulteração. Essa confirmação depende do trabalho de perícia”, afirmou.
Segundo Bernardo Naves, apesar de a maioria das apreensões envolver bebidas destiladas, outros produtos também podem ser falsificados.
“Há uma percepção social de que os destilados seriam o problema, mas a cerveja também pode ser igualmente falsificada”, alertou.
Ao lado da delegada da 1ª Delegacia Especializada em Defesa do Consumidor da Polícia Civil, Renata Rodrigues de Oliveira Batista, e do porta-voz da Polícia Militar, capitão Rafael Veríssimo, Bernardo Naves destacou a importância da atuação integrada entre os órgãos participantes.
“O que nós vemos é uma necessidade de continuidade desse tipo de operação. É uma operação que está na sua terceira fase e, com certeza, continuará acontecendo”, disse.
Participaram da Operação Baco as polícias Federal, Militar e Civil, além do Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), Receita Federal, Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), Secretaria de Estado da Fazenda (SEF) e Vigilância Sanitária. Ao todo, 91 agentes atuaram na ação.



