
Professores da rede estadual de ensino de Minas Gerais iniciaram greve a partir desta quarta-feira (4). A paralisação ocorre após o anúncio do Governo de Minas, feito na segunda-feira (2), de que o reajuste salarial para os servidores será de 5,4%.
Segundo o Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG), a categoria considera o percentual insuficiente e reivindica uma correção maior, levando em conta perdas salariais acumuladas durante o governo do governador Romeu Zema.
Em publicação nas redes sociais, o sindicato afirmou que, até o momento, não há um projeto de lei enviado à Assembleia Legislativa de Minas Gerais formalizando o reajuste anunciado pelo governo.
“Até o momento, não chegou nenhum projeto de reajuste à Assembleia Legislativa de Minas Gerais. O governador Romeu Zema anunciou em vídeo um reajuste geral, com promessa de retroatividade, mas, na prática, não há nenhuma proposta formal em tramitação. Sem projeto de lei, não existe garantia de direito nem previsão real de pagamento aos servidores de Minas Gerais”, afirmou o Sind-UTE/MG em nota.
Ainda de acordo com a entidade, o anúncio do reajuste ocorreu na mesma semana em que a greve foi deflagrada. Para o sindicato, a paralisação é resultado de um conjunto de insatisfações da categoria, incluindo o que considera descumprimento do piso salarial nacional, falta de valorização e pendências acumuladas na área da educação.
Em nota, o Governo de Minas informou que, desde o início da atual gestão, em 2019, uma das prioridades foi reorganizar as contas públicas e restabelecer a regularidade no pagamento dos servidores estaduais.
O governo destacou ainda que, em 2022, foi autorizado um reajuste de 10,06% para todo o funcionalismo do Executivo. Já em 2024, houve nova recomposição salarial de 4,62%. Segundo o Executivo estadual, o pagamento do 13º salário também voltou a ser realizado em dia durante a atual gestão.



