
Um laudo técnico encomendado pelo Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Paraopeba aponta que a mortandade de peixes registrada entre Betim e Esmeraldas, foi provocada pela combinação de baixa concentração de oxigênio e altos níveis de amônia na água.
O resultado das análises, divulgado nesta quarta-feira (15), teve como base necropsias dos animais e exames da água e do sedimento do rio. A morte em massa dos peixes foi observada no início de setembro, quando pescadores e moradores ribeirinhos denunciaram o aparecimento de milhares de espécimes às margens do Paraopeba.
Segundo o laudo, os peixes apresentavam hemorragias nas brânquias e em órgãos internos, como coração, fígado, estômago e intestino. O documento indica que os elementos tóxicos encontrados — especialmente a amônia e compostos nitrogenados — causaram um “impacto agudo” na fauna aquática da região.
Em entrevista ao Portal G1, o presidente do comitê, Heleno Maia, explicou que a contaminação está relacionada ao lançamento de efluentes na área do Distrito Industrial de Juatuba, também na Grande BH. A origem exata dos despejos ainda está sob investigação, e a empresa responsável não foi identificada até o momento.



