Bebê que nasceu com 867 gramas tem primeiro Dia das Mães em casa após mais de quatro meses internado

0
1009
Arquivo pessoal

Após 128 dias internado na UTI neonatal do Hospital Júlia Kubitschek (HJK), em Belo Horizonte, o pequeno Felipe, que nasceu prematuro extremo com apenas 867 gramas e 34 centímetros, pôde finalmente comemorar seu primeiro Dia das Mães em casa, ao lado da mãe Queila Cristiane Sena, do pai Rogério São José e do irmão mais velho, Arthur, de 9 anos.

Felipe veio ao mundo no dia 16 de dezembro de 2024, às 11h02, por meio de parto cesariana, após a mãe apresentar um quadro grave de pré-eclâmpsia, que evoluiu para a síndrome de Hellp — condição potencialmente fatal tanto para a gestante quanto para o bebê. Durante sua longa internação na unidade neonatal da rede Fhemig, Felipe enfrentou diversas complicações: infecções, hemorragia cerebral e até uma cirurgia para correção de hérnia inguinal.

Com alta concedida em 22 de abril, Felipe chegou em casa saudável, com 4,382 kg, e reencontrou a família em clima de alívio e comemoração. “Quando o vi pela primeira vez, foi uma mistura de gratidão por ele estar vivo, amor e medo por ser tão pequeno, com aquele tanto de aparelhos em volta. Pedi muito a Deus que me permitisse cuidar dele e ver ele crescer. Tê-lo em casa no Dia das Mães foi o melhor presente que eu poderia receber”, disse Queila, emocionada.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A auxiliar administrativa, de 36 anos, contou que o acompanhamento da gestação no HJK se deu em razão do diagnóstico de diabetes gestacional. Os primeiros sintomas graves surgiram em 3 de dezembro, mas ela não procurou ajuda médica por acreditar que se tratava das dores comuns da gravidez. No dia 12, já com dores mais intensas, foi internada no hospital e permaneceu sob cuidados até o dia da alta do filho.

“Todos os profissionais foram competentes, atenciosos e humanos. Conversavam com o Felipe como se ele fosse responder, me consolavam, me davam força quando eu não estava bem”, relatou Queila sobre o atendimento recebido no hospital.

A coordenadora da UTI neonatal do HJK, Clarisse Silva Freitas Souza, destacou o empenho das equipes envolvidas. “Trabalhamos para que todas as mães tenham a mesma alegria da Queila e um caminho de sucesso como o do Felipe.”

A maternidade do Hospital Júlia Kubitschek é referência em gestação de alto risco e realiza, em média, mais de 1.600 partos por ano.

Arquivo pessoal

*Com informações de Agência Minas