
Seis anos após o crime da Vale em Brumadinho, que tirou a vida de 272 pessoas na mina Córrego do Feijão, a cidade foi palco de uma série de homenagens às vítimas, promovidas pela prefeitura, pela Associação Amigos de Brumadinho e pela Associação dos Familiares de Vítimas e Atendidos pelo Rompimento da Barragem Mina Córrego do Feijão (Avabrum).
Na sexta-feira (24), uma iniciativa da Associação Amigos de Brumadinho, com o apoio da prefeitura, marcou o plantio de 272 mudas de ipês amarelos no novo Centro Administrativo, simbolizando cada vida perdida na tragédia. Crianças, jovens e idosos participaram do ato, destacando como o crime deixou marcas profundas na história da cidade. O prefeito Gabriel Parreiras enfatizou o significado do gesto: “Esse é mais um pedido por justiça pelas vítimas. Esses ipês representam vida, resiliência e esperança. Nós plantamos para abençoar nossa cidade e nosso povo”, afirmou.
No sábado (25), data que marcou os seis anos do rompimento, uma caminhada pedindo justiça reuniu familiares, amigos das vítimas e moradores. A concentração ocorreu na Praça Dona Orides Parreiras, de onde os participantes seguiram pela avenida Vigilato Braga até a ponte do Rio Paraopeba. No local, faixas com os nomes das vítimas foram amarradas como forma de homenagem e protesto. Em seguida, a caminhada seguiu até a Praça das Joias, na saída da cidade, onde ocorreu o ato final, com depoimentos e homenagens organizadas pela Avabrum.
Balões e silêncio em memória
Um dos momentos mais emocionantes foi o lançamento de 2.192 balões amarelos, realizado às 12h28 na Praça Saudade das Joias. O número simbolizou os dias passados desde a tragédia, enquanto os presentes respeitavam um minuto de silêncio. No mesmo horário, há exatos seis anos, o som ensurdecedor da barragem Córrego do Feijão se rompendo deu lugar à destruição e ao luto que marcaram para sempre a cidade de Brumadinho.
Os atos também trouxeram à tona a luta constante por justiça, uma vez que, até o momento, nenhum dos responsáveis pelo crime foi punido criminalmente. Com as homenagens, Brumadinho reafirma sua memória coletiva e o clamor por mudanças que impeçam que tragédias como essa se repitam.
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