Homens são presos em Betim por coagir moradores do Jardim Teresópolis a contratar ‘internet do tráfico’

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Divulgação / PCMG

Com foco no combate a uma organização criminosa atuante no Jardim Teresópolis, a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) desencadeou, na última quarta-feira (3), a primeira fase da operação ‘Monopólio’ em Betim.

Durante a ação, foram cumpridos mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão, resultando na arrecadação de diversos aparelhos eletrônicos e servidores utilizados para o fornecimento de internet. Foram cumpridos cinco mandados de prisão preventiva contra proprietários, sócios e colaboradores de uma empresa de internet, suspeitos de se vincularem a traficantes do aglomerado para exercer o monopólio do serviço na região.

 

Investigações

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Divulgação / PCMG

As investigações começaram em março deste ano, após indivíduos vinculados ao tráfico de drogas cortarem cabos e derrubarem caixas de distribuição de internet de várias empresas prestadoras de serviço na região. “Quando os técnicos das operadoras de internet tentavam fazer a manutenção para reestabelecer o sinal, eram ameaçados por integrantes da organização criminosa, inclusive com armas de fogo, e não podiam fazer o serviço”, contou a delegada Cristiane Floriano.

As ameaças se estenderam também aos moradores do aglomerado, que foram coagidos a contratar os serviços de internet de uma empresa específica, indicada pela organização criminosa.

Esquema criminoso

De acordo com os levantamentos policiais, o corte e a derrubada das caixas ocorreram de maneira seletiva. Equipamentos previamente pintados com tinta spray amarela foram preservados pelos traficantes. A delegada explicou que “a partir dessa informação, descobrimos que essas caixas pertenciam a uma empresa de internet, sendo a única que os técnicos podiam entrar no aglomerado e fazer o serviço de instalação”.

Por meio de investigações conduzidas pela 1ª Delegacia de Polícia em Betim, foi possível identificar a empresa de internet ligada ao narcotráfico. Com base nesses levantamentos, a PCMG representou pelas ordens judiciais contra os investigados e desmantelou as centrais vinculadas à organização criminosa investigada.

“O trabalho das forças de segurança em Betim está unido e organizado, monitorando e combatendo efetivamente qualquer tipo de criminoso que tente extorquir a sociedade”, exaltou o delegado regional em Betim, Marcelo Cali.

As investigações continuam, e a Polícia Civil segue trabalhando para desmantelar completamente a organização criminosa e garantir a segurança e tranquilidade dos moradores da região.