
A Prefeitura de Betim está cobrando da Arteris Fernão Dias – concessionária que administra a BR-381, uma solução definitiva para um buraco que se formou na via marginal da rodovia, na altura do km 494, sentido São Paulo.
Segundo a prefeitura, o problema começou no último mês de dezembro e, desde então, medidas paliativas vêm sendo tomadas pela Arteris, entretanto o município, preocupado com a segurança das inúmeras pessoas que trafegam diariamente pelo trecho, defende providências efetivas de forma imediata. O município chegou a notificar a concessionária em janeiro. Depois de alguns contatos, uma reunião foi realizada entre as partes no fim da manhã desta terça-feira (7).
De acordo com a concessionária, o sistema de drenagem subterrânea da rodovia cedeu por baixo do asfalto, abrindo uma cratera de cerca de cinco metros quadrados, interditando metade da via. A empresa informou ainda que as obras de reparação podem durar até dois meses, mas a Empresa de Construções, Obras, Serviços, Projetos, Transportes e Trânsito (Ecos) exigiu caráter de urgência, uma vez que o buraco oferece riscos à segurança de quem passa pela marginal – três linhas de ônibus intermunicipais, além do tráfego intenso de caminhões que atendem à cerca de quinze empresas situadas naquele trecho da marginal da rodovia, dentre outros veículos. O trecho está sinalizado.
Na reunião, a Arteris informou que os trâmites para o desvio adequado do trânsito para interdição do local dependem da autorização da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e do Departamento de Edificações e Estradas de Rodagem de Minas Gerais (DER-MG). Isso porque o trânsito não pode ser desviado para dentro de bairros residenciais, pois as vias não comportam a demanda da malha viária. Seria necessário, então, abrir uma nova saída para a marginal como alternativa de acesso durante as obras.
“A Arteris nos informou que está contratando a empresa que executará as obras no local, mas estamos avaliando a necessidade do fechamento total da via, por conta do aumento da erosão. O local é acessado por veículos de carga pesada, o que pode ocasionar uma ruptura brusca da via e, consequentemente, acidentes graves. Nossa urgência é pela segurança de quem transita pelo local”, explica a presidente da Ecos, Marinésia Makatsuru.
Com informações de PMB.




