Operações do Aeroporto de Betim poderão iniciar em 2025

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Por: Regianne Rodrigues – Imagem ilustrativa

As obras do aeroporto, batizado de Aeródromo Inhotim, em Betim, terão novo ritmo a partir do segundo semestre deste ano. Essa é a expectativa do prefeito, Vittorio Medioli. Após iniciadas as primeiras intervenções, no ano de 2018, a construção do aeródromo foi suspensa pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), em decorrência de descumprimentos ambientais. Mesmo com autorizações da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e com a licença ambiental emitida pelo Conselho Municipal de Desenvolvimento Ambiental (Codema), o órgão argumentou, na época, que as medidas de compensação ambiental eram insuficientes para compensar os impactos e perdas.

Segundo Medioli, o licenciamento já foi preenchido e todas as aprovações também foram registradas, assim como as averbações na Aeronáutica e todo o plano de aproximação para viabilização do aeroporto. Documentos do projeto original davam conta de investimentos da ordem de R$160 milhões da iniciativa privada. O projeto inclui uma pista de pouso de 1.800 metros de comprimento por 45 metros de largura na primeira etapa, com possibilidade de expansão ao longo dos anos para 2.500 metros. “Após a realização de ajustes no projeto orientados pelo MPMG e novo licenciamento ambiental emitido em dezembro de 2021, o valor estimado para o empreendimento é de R$190 milhões, podendo chegar, em um segundo momento, a R$450 milhões”, informou o prefeito, em entrevista ao jornal Diário do Comércio.

O prefeito ainda explicou que o município não terá um centavo de despesa, já que projeto é de um fundo de investidores que inclui bancos, como o Santander, que é o administrador, além de escritórios, empresários e proprietários de áreas na região. “Pelo acordo, os investidores ficarão com a concessão por 35 anos e os terrenos do entorno, enquanto a prefeitura ficará com a infraestrutura, gerando garantias reais ao equilíbrio financeiro do município. Recentemente o grupo aportou R$ 100 milhões, valor que, de acordo com ele, será suficiente para tocar a obra neste exercício. No fim do ano haverá outra chamada para uma nova capitalização, que poderá ocorrer por novo aporte ou até mesmo financiamento. A expectativa é que no ano de 2025, o aeroporto receba os primeiros pousos e decolagens da aviação executiva, charter e cargas, voos regionais, além de dar suporte às atividades de manutenção e hangaragem de aeronaves”, ressalta.

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Ainda segundo Medioli, já foram realizadas mobilização do canteiro de obra e construção de galerias de escoamento fluvial. Além disso, está sendo discutido com a Cemig a remoção de quatro torres de transmissão de eletricidade. “Para as próximas intervenções é aguardado um licenciamento do Ibama para fazer a supressão de vegetação mais densa e, a partir disso, iniciar os trabalhos de terraplanagem”, informou.

O chefe do executivo municipal também ressaltou as expectativas em relação aos impactos econômicos para a cidade. Segundo ele, é justamente pensando nesses ganhos que os investidores do fundo têm apostado no projeto. O terreno foi praticamente doado pelo fundo, o idealizador. “Se eu tenho uma área de 2 milhões de metros quadrados e cedo 200 mil, havendo a valorização da região, terei uma área de R$20 milhões, passando a valer R$200 milhões. O conceito é esse. Dar o start na obra e a partir de sua valorização, fazer novas inversões”, argumentou.

Vittorio ainda explicou que o projeto foi desenvolvido considerando conceito de aerocity e todo seu entorno será desenvolvido a partir do empreendimento. Com isso, os proprietários das áreas ainda poderão comercializar e explorar seus terrenos. Ou seja, quando começarem a pousar os primeiros aviões, um terreno que valia R$20 milhões e passou a R$200 milhões, poderá chegar a R$350 milhões. O modelo é sustentável e a iniciativa pública, além de não ter gastos, ainda ganha um aeroporto, melhorias no entorno e mais arrecadação.

Estudo de impacto

Um estudo de impacto socioeconômico indica que o empreendimento influenciará de forma relevante a economia da cidade. A estimativa prevê um aumento de cerca de R$1 bilhão no Produto Interno Bruto (PIB) nos primeiros anos e de geração de 15 mil a 20 mil empregos diretos e indiretos em dez anos.

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