Após represa Vargem das Flores atingir volume máximo, Copasa e Defesa Civil de Betim acionam medidas para evitar transbordamento

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Divulgação / PMB

A Superintendência de Defesa Civil de Betim segue acompanhando diuturnamente o nível da represa Vargem das Flores. De acordo bom o boletim da Copasa, nesta quarta-feira (25), a vazão lançada no rio Betim pelo vertedouro e pelo uso de bombas auxiliares está em cerca de 6,050 litros por segundo.

Ainda segundo dados da companhia, a altura da lâmina de água que passa pelo vertedouro é de sete centímetros, indicando que o volume ultrapassou o comportado pela represa. Apesar disso, em virtude das medidas de controle e acompanhamento da capacidade de absorção do rio, a situação ainda não oferece riscos substanciais aos moradores vizinhos da represa.

Nesta terça-feira (24), Betim registrou 17,31 mm de chuvas, já o acumulado de janeiro chegou a 394,25 mm.

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Equipes da Superintendência Municipal de Defesa Civil e da Guarda Municipal (GM) realizam, desde a última segunda-feira (23), vistorias em imóveis que estão às margens do rio Betim, na região do Vila das Flores e Itacolomi.  “O objetivo é continuar monitorando os impactos das chuvas na região e o nível do rio, que passa a exigir mais atenção por conta do início do vertimento da água da represa Vargem da Flores, que atingiu 100% da capacidade no início da semana”, ressalta a prefeitura.

A Defesa Civil ressalta que, em parceria com a Copasa, já vinha realizando uma operação de descarga controlada de água do reservatório desde março de 2022. Visando preparar a represa para absorver o volume de chuvas previsto para este período. Com a medida, o nível do reservatório foi mantido em 47% da capacidade já no início do que já é considerado período chuvoso, em outubro de 2022.

Em nota, a Copasa ressalta que segue monitorando a represa. “A Companhia realiza um rigoroso monitoramento das estruturas da barragem de forma periódica, além de acompanhar os boletins meteorológicos para o planejamento operacional do reservatório”, finaliza.

Na última semana, quando o nível da represa atingiu 98,16% da capacidade, o processo de descarga controlada foi intensificado, com uso de bombas auxiliares.

“No início do período chuvoso, em outubro do ano passado, começamos a acompanhar a cheia e, à medida que a represa ia enchendo e com as previsões pluviométrica, fomos adicionando outros dispositivos, como a balsa de descarga, que jogou água por cima do vertedouro, com uma vazão de 300 litros por segundo”, destacou o superintendente municipal de Defesa Civil, Walfrido Lopes.