Boato de que auxílio da Vale seria ampliado para quem mora a 2 km do rio Paraopeba leva centenas de pessoas à fila de cadastro

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Adeilson Andrade

Uma informação falsa levou centenas de pessoas à fila do cadastro parta regularização do Programa de Transferência de Renda (PTR), que beneficia as pessoas residentes a até um quilometro da calha do rio Paraopeba.

Desde o fim de semana, circula na cidade o boato de que o cadastro contemplaria pessoas que residem a até dois quilômetros do rio, o que não procede, já que nenhuma regra para pagamento do beneficio mudou.

Nossa equipe esteve em um dos locais de cadastro no Instituto João Amazonas, no bairro Tereza Cristina, em São Joaquim de Bicas, por volta das 23h desta quarta-feira (13), onde diversas pessoas aguardavam na fila pelo atendimento que começaria somente na manhã desta quinta-feira (14), alguns utilizavam cobertores para se proteger do frio intenso.

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Segundo uma pessoa, que não quis se identificar, a informação teria sido divulgada em um grupo da AEDAS, onde disseram que seriam distribuídas somente 120 senhas.

Em nota, a Fundação Getúlio Vargas informou que é falsa a informação de que o Programa de Transferência de Renda (PTR) foi estendido para pessoas que em 25 de janeiro de 2019 residiam em até dois quilômetros do rio Paraopeba. Segundo a FGV, no momento são elegíveis ao PTR apenas as comunidades situadas integral ou parcialmente no raio de um quilômetro de distância do leito do rio. A fundação ainda ressalta que o limite territorial é requisito para inclusão de novos beneficiários no PTR.

A Fundação Getulio Vargas (FGV) é responsável por gerenciar o Programa de Transferência de Renda (PTR), que substituiu a Indenização Emergencial paga pela Vale, beneficiando cerca de 100 mil pessoas atingidas pelo rompimento da Barragem de Córrego do Feijão, em Brumadinho.

Nota oficial da FGV: